(Outra arte tosca do autor do blog. Clique na imagem para melhor visualização.)
Muito interessante a declaração do ministro das comunicações, Hélio Costa, na abertura do Congresso Brasileiro de Radiofusão que ocorreu na semana passada ( dia 20) e que passou um tanto despercebida. Segundo o ministro, “essa juventude tem que parar de só ficar pendurada na internet. Tem que assistir mais rádio e televisão”.
Tal declaração não causa estranhamento, afinal o tal congresso foi promovido pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e o próprio Ministro é um homem da TV - era repórter da Rede Globo e, segundo as teorias conspiratórias (ou não), trabalha dentro do governo em prol da emissora carioca. Como ele é cruel, como a Globo é manipuladora, abaixo a Rede Globo!
O acesso à internet no Brasil vem crescendo de forma tímida mas consistente e incomoda bastante os meios de comunicação ditos “tradicionais”, tanto que nas classes A e B a grande rede já é a principal fonte de informações e a classe C começa a navegar com maior freqüência. E vá a qualquer povoado no sertão que tenha energia elétrica: tem lan house a 50 centavos a hora. Tem pedofilia, sexo, pirataria, apologia ao racismo e bobagens de todo o tipo, também; e a menos que você acredite em Duendes, CPI's e Azeredo, tudo isso já existia no há muito tempo no "mundo real". Inclusive na Ilha de Malta.
Alienações orkutianas, pornográficas e criminosas à parte, a juventude tem oportunidade de ser protagonista com a internet. Hoje não é preciso rastejar nas gravadoras, estúdios ou editoras para divulgar seus trabalhos. Os jovens (e não tão jovens) escrevem e acessam blogs, lêem e comentam notícias, trocam informações sobre músicas, bandas independentes, shows, produzem e publicam pequenos filmes, enfim, fazem tudo o que é limitado na TV e nas emissoras de rádio ( com o jabá viciado e a “participação do ouvinte” aparecendo na hora de escolher uma música em listinha já elaborada pela emissora), embora estes meios procurem desesperadamente incluir o “cidadão comum” na grade de programação. Isso explica em parte o grande sucesso de um programa como o Big Brother Brasil, que junta a fome com a vontade de comer: “gente comum” sendo submetida à votação de “gente comum”, né, Bial?
Se quiser uma opinião acadêmica, fique com a professora Vani Moreira Kensky, em seu livro “Educação e Tecnologias – o novo ritmo da Informação”: “Quando imersos na realidade televisiva, acessível em 97% dos lares brasileiros, crianças e jovens já não aceitam a dependência diante da programação oferecida. Como os jovens de todo o mundo, já não querem ficar passivos diante da televisão ou sendo simples usuários e visitantes dos sites da internet. Eles querem participar”.
O apelo quase que desesperado do sr. Ministro das comunicações não irá surtir efeito. A televisão, que teve sua primeira transmissão no Brasil em 1950, continua sendo a principal fonte de informação e entretenimento dos brasileiros, mas a tão procurada “interatividade” hoje na TV se restringe a escolher a melhor vídeo cassetada ou quem dançou melhor na dança do gelo. Quem sabe fazer pedidos de graça e orações pela madrugada...
Orra meu, aí fica difícil, não tem domingo legal e nem espetacular que prenda a atenção com tanta babaquice, meu. De “fantástico” o aparelho de TV torna-se “cansástico”e, como dizia o mestre Alfred Hitchcock, "a televisão é como as torradeiras: carrega-se no botão e sai sempre a mesma coisa." A solução para muitos é assinar canais fechados com séries enlatadas americanas, filmes e jogos de todas as partes do mundo. Quem pode, paga, quem não pode, miau (se é que entendem). Melhor ler um bom livro. Ou, quem é fã do entretenimento eletrônico, espere pela tal TV Digital Interativa. Até lá...tem MSN, Ministro?
Tal declaração não causa estranhamento, afinal o tal congresso foi promovido pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e o próprio Ministro é um homem da TV - era repórter da Rede Globo e, segundo as teorias conspiratórias (ou não), trabalha dentro do governo em prol da emissora carioca. Como ele é cruel, como a Globo é manipuladora, abaixo a Rede Globo!
O acesso à internet no Brasil vem crescendo de forma tímida mas consistente e incomoda bastante os meios de comunicação ditos “tradicionais”, tanto que nas classes A e B a grande rede já é a principal fonte de informações e a classe C começa a navegar com maior freqüência. E vá a qualquer povoado no sertão que tenha energia elétrica: tem lan house a 50 centavos a hora. Tem pedofilia, sexo, pirataria, apologia ao racismo e bobagens de todo o tipo, também; e a menos que você acredite em Duendes, CPI's e Azeredo, tudo isso já existia no há muito tempo no "mundo real". Inclusive na Ilha de Malta.
Alienações orkutianas, pornográficas e criminosas à parte, a juventude tem oportunidade de ser protagonista com a internet. Hoje não é preciso rastejar nas gravadoras, estúdios ou editoras para divulgar seus trabalhos. Os jovens (e não tão jovens) escrevem e acessam blogs, lêem e comentam notícias, trocam informações sobre músicas, bandas independentes, shows, produzem e publicam pequenos filmes, enfim, fazem tudo o que é limitado na TV e nas emissoras de rádio ( com o jabá viciado e a “participação do ouvinte” aparecendo na hora de escolher uma música em listinha já elaborada pela emissora), embora estes meios procurem desesperadamente incluir o “cidadão comum” na grade de programação. Isso explica em parte o grande sucesso de um programa como o Big Brother Brasil, que junta a fome com a vontade de comer: “gente comum” sendo submetida à votação de “gente comum”, né, Bial?
Se quiser uma opinião acadêmica, fique com a professora Vani Moreira Kensky, em seu livro “Educação e Tecnologias – o novo ritmo da Informação”: “Quando imersos na realidade televisiva, acessível em 97% dos lares brasileiros, crianças e jovens já não aceitam a dependência diante da programação oferecida. Como os jovens de todo o mundo, já não querem ficar passivos diante da televisão ou sendo simples usuários e visitantes dos sites da internet. Eles querem participar”.
O apelo quase que desesperado do sr. Ministro das comunicações não irá surtir efeito. A televisão, que teve sua primeira transmissão no Brasil em 1950, continua sendo a principal fonte de informação e entretenimento dos brasileiros, mas a tão procurada “interatividade” hoje na TV se restringe a escolher a melhor vídeo cassetada ou quem dançou melhor na dança do gelo. Quem sabe fazer pedidos de graça e orações pela madrugada...
Orra meu, aí fica difícil, não tem domingo legal e nem espetacular que prenda a atenção com tanta babaquice, meu. De “fantástico” o aparelho de TV torna-se “cansástico”e, como dizia o mestre Alfred Hitchcock, "a televisão é como as torradeiras: carrega-se no botão e sai sempre a mesma coisa." A solução para muitos é assinar canais fechados com séries enlatadas americanas, filmes e jogos de todas as partes do mundo. Quem pode, paga, quem não pode, miau (se é que entendem). Melhor ler um bom livro. Ou, quem é fã do entretenimento eletrônico, espere pela tal TV Digital Interativa. Até lá...tem MSN, Ministro?







