segunda-feira, julho 25, 2016

"Retrospectiva" do 1º semestre através de charges

Já estamos em meados de Julho e tantas coisas aconteceram no Brasil, no mundo e em nosso cotidiano que lembrar o que aconteceu há 2, 3 meses pode tornar-se algo bem difícil. Felizmente (ou infelizmente) temos registros em diversos suportes para reavivar nossa memória - textos, vídeos, imagens. 

Rabisquei algumas charges que foram publicadas em redes sociais como Instagram ( @jaimegbr) e Facebook. Agora disponibilizo também no blog.

RETROSPECTIVA 1º SEMESTRE 

Em Salvador o ano começou com o prefeito ACM Neto fechando diversas salas de aula da Educação de Jovens e Adultos (EJA) nas escolas da rede municipal. 



O governador da Bahia, Rui Costa, não ficou atrás e fechou salas de aula em escolas da rede estadual. 


Ainda sobre Salvador, tivemos artistas recebendo cachês bastante "generosos" do governo baiano

Sobra dinheiro para festas, mas...



Falando sobre música, tivemos a partida de Ziggy Stardust, o fantástico David Bowie, para as estrelas. 

Ainda sobre música, o retorno que surpreendeu: Guns n´ Roses com Axl Rose e Slash amigos de novo, contrariando algumas expectativas negativas - minhas, inclusive.


Um retorno, porém, não aconteceu: o ET de Varginha! 


Talvez o ET de Varginha não queira mais saber deste planetinha porque tem muita gente folgada por aqui...


E também para fugir da "gourmetização" que dá o tom nestes tempos. 


Mas não tenho dúvidas que os ETs nos acham... "exóticos", digamos. 






Isso sem falar em nosso comportamento pra lá de contraditório:


Também, nossas lideranças não são mais as mesmas. 


E sobre lideranças (ou a falta delas), o que dominou o noticiário no Brasil durante o 1º semestre foi o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. 


A votação do impeachment na Câmara dos Deputados foi algo constrangedor e notado até pela imprensa internacional.





Com a "pressão popular" em grandes manifestações "contra a corrupção"...


...e Michel Temer e o PMDB ( e o PSDB, DEM e outros partidos) com a faca e o queijo na mão... 


... o desfecho para a (ex?) presidente Dilma e o PT foram inevitáveis: 



A polarização partidária no Brasil chega a níveis inacreditáveis e assistimos a uma espécie de "Macartismo tupiniquim" que fere o bom senso. 



É claro que isso descambaria em tolices  como o projeto "Escola sem partido". 


Enquanto isso, Michel Temer assume interinamente a presidência com um discurso otimista. 


É mais ou menos como aquele velho discurso motivador do patrão: 


Contra a crise, claro, trabalhe mais...


...e promova reformas profundas nas aposentadorias ( não disseram de quem) e sistema tributário. 



Com tanta notícia deste tipo, o melhor é tirar umas férias - bem longe de tudo. 


E seguir as recomendações médicas! 


Curtir um friozinho em Salvador no inverno é uma boa. 



Até porque tentar entender a política brasileira é para poucos. 


Até tentamos consertar as coisas devolvendo o Brasil aos seus primeiros donos...


... mas vamos seguir em frente, com muito otimismo! 

  


Nem nas festas juninas temos mais sossego...


...e muito menos dinheiro! 


Precisamos de longas e demoradas férias, isso sim. 




quinta-feira, junho 23, 2016

Parece que foi ontem.

Há 30 anos acontecia a tragédia de Chernobyl, na Ucrânia – então União Soviética. A explosão de um reator nuclear trouxe consequências terríveis para as pessoas e ao meio ambiente não apenas em Chernobyl, mas ao longo de diversas áreas da Rússia, Bielorrússia e Ucrânia. É considerado o pior desastre nuclear da história.

Eu era criança à época e vivíamos todos sob a tensão da Guerra Fria e de uma possível guerra nuclear entre Estados Unidos e União Soviética. O uso de armas nucleares estava presente no imaginário das pessoas e também na literatura, nas histórias em quadrinhos, nas teorias conspiratórias, no cinema – o filme “The day after” é um bom exemplo.

Curioso é que passaram 30 anos e parece que foi ontem, pois ainda consigo recordar vivamente muitos eventos relacionados ao fato naquela época. E tenho repetido muito a expressão “parece que foi ontem”.

Não faz muito tempo que eu vi a foto de uma garota chamada Francis Bean Cobain. O sobrenome já entrega: é a filha de Kurt Cobain, líder da banda Nirvana, que causou uma revolução no rock nos anos 90 - ouvir o álbum “Nevermind” proporciona uma sensação de frescor e empolgação típicas da juventude. E a filha do casal Kurt Cobain e Courtney Love já tem 23 anos de idade! Realmente, notícias que causaram grande impacto não são facilmente esquecidas, como Chernobyl, a morte de Tancredo Neves, o suicídio de Kurt Cobain, o ataque às torres gêmeas em Nova York. Não apenas notícias: o primeiro beijo, aquele dia especial na praia, uma viagem inesquecível.

As pessoas costumam assustar com a passagem do tempo. Dizem que o tempo está “passando mais rápido” e a impressão geral é essa, mas prefiro acreditar que é o nosso ritmo de vida e a relação com o tempo que está mudando. Hoje fazemos (muito) mais coisas, temos acesso a grandes volumes de informações e as notícias surgem tão rapidamente o quanto desaparecem ou são substituídas. Se por um lado tudo isso é interessante, pois nunca antes na História tivemos acesso tão fácil e imediato às informações, por outro parece que a nossa memória vai encurtando. Para o jornalista Nicholas Carr, “o influxo de mensagens competindo entre si, que recebemos sempre que estamos on-line, não apenas sobrecarrega a nossa memória de trabalho; torna muito mais difícil para os lobos frontais concentrarem nossa atenção em apenas uma coisa. E o processo de consolidação de memória sequer pode ser iniciado”. Isso é tão sério que alguns especialistas falam em “efeito Google”: não precisamos aprofundar ou sustentar atenção e concentração para memorizar um assunto, pois está tudo em São Google.  

Talvez isso possa ajudar a explicar o motivo pelo qual “eternizamos” alguns fatos, o que pode causar a impressão de que estes aconteceram recentemente, não importa quantos anos passem. Há quem chame de “memória seletiva”, porém sabemos que nosso cérebro registra ao menos 3 tipos de memórias: as de curto prazo, longo prazo e a ultrarrápida. E um componente fundamental para que certas memórias fiquem registradas por longo tempo é a emoção – tanto positivas quanto negativas. Como os mecanismos de memória são muito complexos, é o escritor uruguaio Eduardo Galeano que nos conta uma história vivida pelo fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado ao chegar à mina de Saint Elie, na Guiana Francesa. Um velho mineiro mostra uma fotografia trincada e borrada e diz: “Minha mulher é muito linda”. A conclusão da história, nas palavras de Galeano: “Ela tem vinte anos. Faz meio século que ela tem vinte anos, em algum lugar do mundo”. 

Quais serão minhas lembranças daqui a 30 anos se os ventos do tempo, como diz Galeano, não apagarem completamente suas pegadas? É claro que espero estar vivo (viver e sobreviver) para responder a esta pergunta, mas creio que a resposta vá além das milhares de fotografias que tirei com o celular nas viagens, shows e eventos especiais. Registros fotográficos são importantes e sempre serão, porém ainda prefiro guardar na memória aqueles momentos em que “parece que foram ontem” para ter histórias a contar sem recorrer a um meio digital. Resta saber se alguém vai querer ouvir, mas este é outro capítulo... 

Referências: 
CARR, Nicholas: A geração superficial - o que a internet está fazendo com os nossos cérebros. Editora Agir, 2011. 
GALEANO, Eduardo: Bocas do Tempo. L&PM, 2010.

segunda-feira, maio 09, 2016

Buscando a nossa essência no silêncio e no recolhimento.




Somos acordados por um despertador e poucos minutos depois estaremos ouvindo as notícias do rádio ou da TV e recebendo mensagens no(s) celular(es) antes de sair para o trabalho ou para a escola. Lá fora o ruído dos automóveis com seus motores e buzinas serão companhias constantes até chegarmos ao nosso destino e passaremos o dia todo atentos aos toques de celulares e seus aplicativos, campainhas irritantes, músicas que não gostamos, conversas que não queremos ouvir e assim será até o retorno aos nossos lares onde ouviremos música, ligaremos a TV, estaremos atentos ao celular até o momento em que teremos o merecido descanso se a insônia permitir.

Neste ritmo intenso pelo qual nossas vidas são regidas no cotidiano, não conseguimos encontrar espaços e mesmo tempo para desfrutar pequenas pausas silenciosas; na verdade até estranhamos quando um grupo de pessoas (seja no trabalho, em casa ou qualquer outro meio) está em silêncio. Acostumamo-nos com ruídos enquanto realizamos as atividades rotineiras – a TV ou o rádio ligado durante a hora do almoço, a seleção de músicas no telefone celular enquanto fazemos atividades físicas, uma celebração qualquer que precisa ter “um sonzinho”. A ideia de estar só é desagradável e um rádio ligado passa a impressão de que há "companhia" no ambiente. 

Para o filósofo Blaise Pascal, o apreço dos homens ao "barulho" (e ao movimento) é que este nos desvia de pensamentos sobre a nossa própria condição humana: “daí vem que o prazer da solidão seja uma coisa incompreensível”. Sem dúvida há músicas que são sublimes e convidam à reflexão, podendo até “traduzir sentimentos”, da mesma forma que é ótimo contar com um(a) amigo(a) para desabafar à vontade; mas Pascal fala sobre refletirmos sobre quem somos e para isso a solidão, geralmente classificada como algo negativo, tem um papel importante. Para outro filósofo, Sêneca, “faz-se necessário muito recolhimento para dentro de si próprio”, e não à toa que referências espirituais costumavam recolher-se em retiros solitários e silenciosos para que pudessem refletir: lembre-se de Jesus e seus quarenta dias no deserto; lembre-se da meditação silenciosa e solitária dos monges budistas ou de retiros dos xamãs indígenas em meio à natureza.

Obviamente não precisamos nos transformar em ermitões ou seguir necessariamente alguma linha espiritual para desfrutarmos de solidão e silêncio - citando mais uma vez Sêneca, “solidão e companhia devem ser mescladas e alternadas: esta desperta o desejo de viver entre os homens, aquela, conosco mesmos”.  Uma boa dica talvez seja buscar novas paisagens e mesmo parecendo contraditório, ouvir outras sonoridades. É o que nos ensina “Sidarta”, belo livro de Hermann Hesse, publicado em 1922. A personagem Sidarta, em busca da plenitude espiritual, experimenta diversas sensações mundanas – posse, desejo, riqueza, miséria – até chegar às margens de um rio e estabelecer-se no local junto ao balseiro, que lhe deu precioso conselho: “Há mais uma coisa que a água já te mostrou: que é bom descer, abaixar-se, procurar as profundezas”. Foi ouvindo “as vozes do rio” que Sidarta finalmente encontrou-se consigo mesmo e o caminho a trilhar.

Realmente é mais difícil do que aparenta conseguir alguns momentos de silêncio e solidão (ou recolhimento) em meio a uma sociedade que enxerga tais estados com estranheza e até mesmo considera-os como uma espécie de fracasso social; no entanto é cada vez maior a quantidade de pessoas buscando por estes momentos – vide a popularização da meditação (sendo adotada em algumas escolas) e publicações de livros na linha “como ficar sozinho”. As pessoas estão perdendo o medo de ouvir suas vozes internas e mergulharem nas profundezas do ser? 

Se a resposta for positiva, temos um alento para o futuro, pois a partir do momento em que nos conhecemos, sabemos quem somos e do que somos feitos, lidamos melhor com o externo – relacionamentos pessoais, profissionais, com a sociedade de modo geral e o meio ambiente. É preciso buscar a essência de quem somos realmente. Em silêncio e sem medo. 

Referências
HESSE, Hermann. Sidarta. Rio de Janeiro, RJ: Best Bolso, 2012.
PASCAL, Blaise. Diversão e tédio. São Paulo, SP: Editora Martins Fontes, 2011.
SÊNECA. Da tranquilidade da alma. Porto Alegre, RS: L&PM, 2009.  

quinta-feira, março 24, 2016

A intolerância nossa de cada dia.


O genial Millôr Fernandes, que além de escritor era também desenhista, jornalista, humorista e mais uma dezena de “istas”, foi um observador arguto e bem humorado do Brasil. Em uma de suas crônicas, intitulada “Tópicos românticos e nostálgicos – por um homem que viveu lá”, Millôr faz uso de sua verve irônica:

“O brasileiro é um povo cheio de cordialidade e bom coração. Os que saem no jornal roubando os pescadores, correndo atrás de estudantes e matando o priminho a paulada não são os brasileiros típicos. Vai ver são até naturalizados. (...) Quando você vê na rua um cara triste e vagabundo procurando briga, pode perguntar a ele who are you?, porque é um americano”.

Talvez um dos maiores mitos que insistem em permanecer neste país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza é a história do “brasileiro cordial”. É bem verdade que o povo brasileiro é muito criativo, bastante sociável (inclusive com os estrangeiros que visitam o país), apreciador da boa mesa e apaixonado por futebol – apesar da fase atual seleção brasileira. Por outro lado, o Brasil nunca foi um oásis pacífico como querem nos fazer crer: desde os tempos de colônia portuguesa, a história brasileira registra inúmeros conflitos e revoltas populares – e muitas não são tratadas com a profundidade necessária nos livros escolares de história, como a terrível Guerra do Contestado, entre os estados do Paraná e Santa Catarina. E se procurarmos (seja no Google ou em conversas cotidianas) por relatos de violência contra homossexuais, mulheres, negros e pobres nas periferias das grandes cidades, além de linchamentos (o Brasil é campeão nesta prática) e intolerâncias religiosas, nós teremos um quadro tenebroso.  

A discussão sobre política no Brasil também nunca foi um mar de rosas. Ainda hoje pelos sertões e brejões afora, a disputa política nas pacatas cidadezinhas é seguida por apostas e intensas discussões – algumas resolvidas à faca, inclusive. Aliás, consigo lembrar duas passagens famosas ligadas à política que resultaram em trágicos desfechos: o assassinato do político paraibano João Pessoa e o assassinato (em pleno Congresso) do senador José Kairala, por Arnon de Mello - se o nome te lembra alguém, estamos falando do pai do ex-presidente Fernando Collor de Mello. E puxando um pouco mais a memória lembramos o chamado voto de cabresto e dos capangas prontinhos a convidarem de forma gentil e pacífica os cidadãos (vivos e mortos) a votarem nos “coroné”.

Diante de todo esse histórico de violência e agressividade no Brasil, como ainda nos surpreendemos com o "clima bélico" que estamos vivendo atualmente no país devido à política? As redes sociais refletem comportamentos agressivos que são vistos no dia a dia – do trânsito enlouquecedor às reuniões em condomínios. Claro que na internet existe a distância física, o anonimato e grupos de discussão onde ideias divergentes não raramente são rechaçadas com vigorosa e orgulhosa grosseria, porém a “novidade”, se assim podemos dizer, é a polarização muito acentuada entre militantes, simpatizantes e antipatizantes de partidos políticos. Radicalismos de todos os lados acontecem – e alguns absolutamente insanos, como agredir pessoas usando roupas vermelhas. Tal um Fla x Flu, agora existe a divisão entre “Coxinhas x Petralhas” e um sem número de xingamentos, ameaças, manifestações de ódio, histeria, agressões (até mesmo entre amigos de longa data e parentes) e compartilhamentos de mensagens e ideias intolerantes nas redes sociais, o que não contribuem para o debate de ideias salutar sobre o difícil (e perigoso) momento de instabilidade política no país. Olho por olho, dente por dente e acabaremos todos cegos e banguelas.  

O professor e filósofo Mário Sérgio Cortella escreveu que “a política não pode ser anulação, tem de propiciar possibilidades de convivência”. Se não estamos conseguindo conviver com quem pensa, veste, ama, ouve, come, fala, desenha, atua, canta, pinta, vota diferente, que possibilidades criaremos? Não é gritando, xingando e tampouco ameaçando as pessoas que iremos conviver melhor. Olhamos muito para os aspectos externos – os governos, os corruptos, os eleitores de A ou B, mas falta olharmos os aspectos internos, ou seja, para nós mesmos. Quão vazios estamos? Por que tanta agressividade? Precisamos de heróis e de messias? Os corruptos são apenas os outros? Deixo levar-me pelo espírito de manada? Estou realmente me informando ou me "deformando"? O que eu quero realmente e o que estou fazendo para mudar? 



É ótimo e muito positivo ver e participar de manifestações contra a corrupção (melhor seria contra as corrupções, até mesmo as chamadas "pequenas corrupções do dia a dia") e pela democracia, mas quando pessoas têm medo em expor sua opção política ou até mesmo em vestir uma camiseta, é o sinal de que fomos longe demais. Desarmar o espírito é a primeira atitude para que possamos discutir de forma civilizada sobre assuntos relevantes como a reforma política (o que realmente precisamos nesta crise de credibilidade política), se Messi é mesmo melhor que o Taison (só o tempo dirá) ou se o certo é biscoito ou bolacha – embora neste caso não tenha discussão: é bolacha e fim de papo!


REFERÊNCIAS:
FERNANDES, Millôr. Todo homem é minha caça. Editora Record, 2005.
CORTELLA, Mário Sérgio, RIBEIRO, Renato Janine. Política: para não ser idiota. Ed. Papirus, 2010.  

quarta-feira, dezembro 30, 2015

Breve retrospectiva 2015 através de charges

2015 foi um ano intenso sob vários aspectos. Crise política, desastre ambiental, operação "Lava Jato", manifestações, greves de professores... . 

Alguns destes acontecimentos foram retratados por diversos artistas através de charges e cartoons. Como eu rabisco alguma coisa de vez em quando, resolvi publicar uma breve (e incompleta) retrospectiva deste ano através dos meus desenhos. É bom lembrar que a charge, conforme a definição encontrada na Wikipedia, é "uma crítica político-social onde o artista expressa graficamente sua visão sobre determinadas situações cotidianas através do humor e da sátira".  

Uma das expressões que mais ouvimos ao longo deste ano foi "corte" por parte do governo federal. Pena que não foram cortes de cabelo:


A sonda espacial New Horizons chegou até Plutão, em uma viagem que durou 7 longos anos.  Não há evidências de vida no planeta, mas fico imaginando o que os plutonianos pensariam (se eles existissem) sobre o comportamento dos seres humanos. 


Eles certamente teriam sábios conselhos para a humanidade: 



E por falar em aconselhamento, a escritora Ruth Rocha não é fã do Harry Potter e não seria problema nenhum se ela parasse por aí mesmo




A operação lava jato colocou políticos e empresários em maus lençóis - um esquema de corrupção de fazer inveja a "bandidos profissionais". 


Por falar nisso, um nome começa a se destacar neste cenário: Eduardo Cunha. E um belo dia o japonês da Polícia Federal chegou até ele



Falando em dinheiro - ou a falta dele - tivemos mais uma edição da Black Fraude, digo, Black Friday no Brasil. 

Com tantas notícias sobre corrupção, crise econômica e coisa e tal, uma coisa permanece igual: a péssima remuneração dos professores. Mais um ano em que a Lei do Piso do Magistério continua sendo descumprida por diversos estados e municípios. 



Duas tragédias aconteceram no segundo semestre: os atentados em Paris  e o desastre em Mariana, MG. E nas redes sociais, principalmente no Facebook, a insana "disputa" pelo "monopólio do sofrimento". 


E já ouviram falar na expressão "a raposa tomando conta do galinheiro"? Pois é:

                                   

No futebol brasileiro, tivemos a despedida do goleiro Rogério Ceni:

                         

O título do Palmeiras na Copa do Brasil - com a colaboração do Nilson, "atacante" do Santos que perdeu UM GOL incrível

                              
E o rebaixamento do Vasco:

                                             


E falando em rebaixamento, uma palavrinha que não ouvíamos desde a década de 90 voltou à cena: impeachment. Graças a ele, Eduardo Cunha, que soltou a bomba pra ver o estrago. 


                                    
E a crise política escancarou de vez com a cartinha do vice-presidente, Michel Temer, para a presidente Dilma Rousseff: 

                                          

O cenário político "pegando fogo" e em São Paulo o governador Geraldo Alckmin resolve colocar mais lenha na fogueira com uma tal de "reorganização escolar" que na verdade é o fechamento de escolas em SP - a motivação, claro, é a redução de "despesas". Os alunos ocuparam diversas escolas e as costumeiras cenas de repressão policial não poderiam faltar - infelizmente. 



E no campo pessoal, eu estava lutando contra os prazos e a Lei de Murphy para concluir a monografia. Mas a Lady Murphy é terrível! 



Apesar de todos os contratempos, consegui terminar! 



Se está ruim pra mim, imagine para a Justiça Eleitoral, que cogita o retorno das cédulas de papel nas eleições de 2016.



2015 não poderia terminar sem uma tragédia colossal, épica e todos os superlativos possíveis que vocês puderem imaginar: o bloqueio, por 48 horas, do aplicativo WhatsApp! Pânico, desespero, revoluções no Facebook e twitter! 



E você achou que mandar cartas, como o Michel Temer, era "ultrapassado".


Por fim, chegou o natal! Aquela época de confraternização na qual todo mundo é amigo...

... e aquele sentimento de felicidade está no ar - só que não:


E com essa crise a galera está topando qualquer coisa para levantar uns trocados!


Mas se você resistiu às visitas dos três espíritos de natal...


.... e contabilizou o que ganhou neste período, 


... pode dizer que 2015 foi um ano intenso - e imenso, que parece não ter fim: até o Lemmy, do Motorhead, morreu. Keith Richards, Ozzy Osbourne e Iggy Pop, contrariando todas as expectativas, continuam a enterrar os camaradas do rock. 



Estas charges são publicadas, em maioria, no meu Instagram: @jaimegbr. 

Desejo a todos os amigos e visitantes um ano de 2016 com muitas mudanças para melhor. Que façamos o desarme de comportamentos e atitudes agressivas para realmente desfrutarmos da paz - a paz que tanto desejamos ao vestir branco e repetimos constantemente durante as confraternizações da virada de ano. E sempre com o bom humor que encontrarmos em charges e cartoons. 


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