sábado, maio 29, 2010

Fatalidade na Bahia: agora tem, tem, tem!

(Clique na charge para visualizar melhor, se tiver coragem)

O Brasil acompanhou, estarrecido e assustado com mais uma demonstração de extrema violência, as notícias sobre o assassinato de um delegado na cidade de Camaçari, região metropolitana de Salvador, Bahia. O delegado concedia uma entrevista pelo celular à emissora de rádio local quando foi alvejado com 2 tiros na cabeça – difícil não se impressionar com o aúdio dos os tiros, os gemidos da vítima e o desespero da esposa, trasmitidos "ao vivo" pela emissora de rádio.

Imediatamente levantaram-se críticas à política de segurança do estado da Bahia, tanto por parte da opinião pública quanto setores da imprensa e políticos. Não entendo o motivo dessas críticas, afinal a polícia baiana deu um exemplo de como é eficiente: em menos de 24 horas capturou 3 suspeitos de praticarem o crime e deu o caso como encerrado, concluindo que tudo não passou de uma tentativa de roubo seguida de morte (latrocínio). A ação da polícia foi tão rápida – desprezado certas bobagens como ouvir testemunhas, por exemplo – que a CIA, FBI, SWAT, SCOTLAND YARD e até o CSI provavelmente copiarão o modelo de segurança pública do Estado da Bahia.

Para o secretário estadual de segurança da Bahia, César Nunes, o crime foi uma “fatalidade”. Seria bom o secretário de (in?)segurança deixar o país das maravilhas e observar os números: em 6 anos houve um aumento de “fatalidades” na ordem de 64%, número já superior ao de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Talvez a culpa seja do crack, que é responsável por 80% dos homicídios no estado, segundo a própria secretaria de segurança. Os outros 20%, pelo visto, seriam “fatalidades”.

POLITICAGEM ou POLITICANALHICE?
Ano eleitoral é um ano em que os candidatos apresentam soluções para todos os problemas. Com o assassinato do delegado em Camaçari acompanhamos no cenário local a briguinha do “ah, o culpado foi você”: de um lado, os carlistas (seguidores de ACM) ressuscitaram e culpabilizam o governo Jacques Wagner ( do PT) pela falta de rigor e investimentos na área da segurança pública; os partidários do governador, por outro lado, dizem que a imprensa tenta promover “terrorismo”e que os carlistas são “oportunistas”, além do já manjado discurso da "herança maldita".

Nesta “briguinha” pra descobrir quem é o culpado, perde a população. A Polícia Civil continua em greve e abriu uma “exceção” para investigar rapidinho o assassinato do colega. Tão logo o caso foi encerrado - não me canso de admirar tamanha eficiência! - , voltaram à greve. Seria bom que esta polícia abrisse “exceções” também para a população em geral. E o tiroteio continua: acusações entre os nobres e devotados políticos e, principalmente, nas ruas.

SOLUÇÃO?
Evidente que o crescimento assustador da violência na Bahia e na Região Metropolitana de Salvador não ocorreu do dia pra noite. É o resultado de décadas em que o estado se ausentou de suas obrigações em promover políticas públicas decentes em relação à educação, saúde, crescimento econômico e ao combate às desigualdades sociais. Os carlistas ressurgem agora apresentando soluções, porém quando ocuparam o poder por décadas não mostraram serviço – muito pelo contrário.

Já o atual governo, que tanto combatia o modelo anterior, segue curiosamente o mesmo caminho da tropa de ACM: investimento pesado em propaganda ( o jingle insuportável do “agora tem, tem, tem” é quase onipresente na programação do rádio e da TV) e descaso em diversos setores fundamentais, sobretudo à educação – tanto básica como superior.

A palavra certa talvez seja esta: descaso. Descaso deste governo e dos anteriores para as políticas públicas que reduziriam bastante os problemas sociais do estado em projetos a médio e longo prazo. Enquanto perdurar este modelo onde um professor ganha pouco mais de R$ 600 e demais setores trabalham sem investimentos em infra-estrutura e qualificação, as “fatalidades” seguirão como rotina daquele estado outrora conhecido como “a Terra da Felicidade”.

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domingo, maio 23, 2010

E o blog me levou à faculdade!



(foto da turma do 1º semestre de Engenharia Ambiental e Mecatrônica da FAMEC. Eu estou no centro da foto, com uma cara tão esquisita quando a do Jerry Lewis. Não é difícil me achar...)

Genoveva, uma velha amiga imaginária, já me torrava a paciência: “você fica aí com esse negócio de blog, isso não vai te levar para lugar nenhum!”. Pois bem, Genô, vou te contar uma novidade: graças ao blog fui para a faculdade, e sem vestibular! Que tal?

Graças a um convite da professora Telma Rocha, que utilizou alguns textos deste humilde e despretensioso blog em sua turma de Engenharia Ambiental e Mecatrônica da FAMEC – Faculdade Metropolitana de Camaçari, fui muito bem recebido pelos alunos para falar um pouco sobre blogs e o ato de escrever.

Acredito que tenha sido uma aula bastante proveitosa, apesar do “palestrante” aqui. É prazeroso saber que uma atividade da qual tenho como hobby – escrever para este blog – tenha referências positivas e possa ajudar alunos e professores que acessam este meio.

Sei que há professores que utilizam alguns textos publicados aqui em cursos de formação e mesmo com seus alunos em atividades diversificadas. Não ganho um tostão para continuar a “blogar”, mas é gratificante justamente por conta de expor ideias e receber retornos – felizmente, até agora, mais positivos do que negativos – de diversas partes do Brasil. Desde sempre, agradeço aos visitantes, comentaristas e seguidores do Grooeland.

ESCREVER

Os alunos da turma do I semestre da disciplina de Comunicação e Expressão do curso de Engenharia Ambiental e Mecatrônica criarão blogs para que possam publicar suas ideias. É uma ótima ideia. Os blogs são ferramentas que motivam as pessoas a escrever, a expor suas opiniões e assim criar uma rede de interesses em comum. Hoje é uma ferramenta utilizada por diversos profissionais de setores distintos, de jornalistas a engenheiros, por exemplo. E sabemos que um blog, para ser considerado bom, exige também um bom conteúdo – até para despertar interesse dentre os milhares de blogs que existem na grande rede.

Pois então: como escrever, o que escrever? Bem, não sou especialista no assunto, mas vou dar meus pitacos. Todos nós temos opiniões sobre vários assuntos, seja sobre futebol, política, moda, meio ambiente, cinema, tecnologia,o que for. O primeiro passo, então, é encontrar a sua “veia” sobre o assunto que mais emociona e que sempre move a curiosidade em conhecer mais. Isso requer informação; assim, há um estímulo à leitura e à pesquisa – infelizmente ainda há a associação dos termos “leitura” e “pesquisa” à “chatice”, “obrigação”; no entanto, descubra a sua “veia” e chegará à conclusão de que tudo isso é muito divertido.

Identificada a área – ou áreas – com a qual tem maior afinidade, a recomendação é apenas uma: escreva. Não se preocupe neste primeiro momento com a gramática, com as concordâncias – os gramáticos mais tradicionais não gostarão nem um pouco do que acabei de afirmar; preocupe-se apenas em escrever, em transferir o que está pensando para as palavras que surgem no papel ou no monitor do seu computador. Escreva livremente, registre suas ideias. Não se preocupe se inicialmente o texto não parecer bom e também não tenha a pretensão em escrever logo de cara um "Guerra e Paz" - apenas escreva, sem amarras, sem preocupações. Obviamente mais tarde será feita uma revisão do que escreveu e aí haverá a preocupação com a ortografia, concordâncias, vícios de linguagem, etc.

A partir disso, como escrever? Cada um escolhe a sua técnica. O escritor Moacyr Scliar, por exemplo, escreve primeiro à mão em pedaços de papel “dos mais variados tipos” e só depois junta os pedaços para dar a estes escritos uma coerência. E a inspiração? Basta olhar ao seu redor. Lygia Fagundes Telles diz que alguns contos nasceram de uma simples imagem: uma casa, um objeto, um quadro. Até o reflexo de uma paisagem no vidro do ônibus pode servir como inspiração. Diante de tantas receitas, Clarice Lispector nos diz qual é o material a ser usado: “Pois tinha uma experiência, tinha um lápis e um papel, tinha a intenção e o desejo – ninguém nunca teve mais que isto”. Creio que não há material melhor do que estes citados pela brilhante escritora.

Espero que estas palavras sirvam como inspiração e estímulo aos simpáticos e inteligentes alunos da turma da professora Telma na FAMEC e aos demais visitantes deste humilde e despretensioso blog. Vocês possuem todo o material necessário para escrever; que brote a intenção e o desejo!

Observem, registrem, não tenham medo de brincar com as palavras. Desejo a todos vocês boa sorte!

E quanto a você, Genoveva, veja se me deixa em paz com meu Grooeland e vá passear na Groenlândia!
***
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Recado aos meus amigos blogueiros: peço desculpas por estar um tanto ausente por estes dias. Em breve colocarei minhas visitas “em dias”.

sábado, maio 15, 2010

As desventuras de Pandiá Jr. nos consultórios médicos


(clique na charge caso queira enxergar melhor esses traços toscos)

Enquanto Pandiá Jr., confortavelmente instalado em sua poltrona, pensava pela ducentésima vigésima terceira vez sobre as origens do seu nome e coçava o umbigo, percebeu que uma estranha e fedorenta secreção escorria justamente por ali, pelo umbigo.

“Que coisa nojenta, deve ser sujeira e suor”, imaginou Pandiá e foi logo tomar um banho. Lavou e enxugou o umbigo cuidadosamente e tratou de esquecer a situação. Mais tarde lembrou-se do umbigo e lá estava novamente a secreção. E o fedor. Preocupado, Pandiá recorreu ao oráculo moderno da internet, São Google.

E tanto fuçou que encontrou fóruns em que algumas pessoas relatavam a mesma secreção no umbigo como uma simples infecção. Uma dessas pessoas aconselhava o seguinte: “lavem a área com água e sabão, sequem com cuidado e depois passem uma pomadinha, a POMADACLIN* que rapidinho melhora”.

O nosso Pandiá ficou mais tranquilo ao saber que provavelmente se tratava de uma infecção: “Isso passa, é só manter a higiene”, pensou. Não usou pomada, gaze ou borra de café ( certamente sua avó aconselharia esse método), mas depois do 3º dia em que, ao invés de secreção, começou a escorrer sangue, decidiu procurar um médico.

Pandiá faz parte do seletíssimo grupo de brasileiros que possui algum plano ou convênio médico - mas não escapa do SUSto que as mensalidades proporcionam em seu mirrado salário; então poderia procurar médico em uma clínica particular, que daria mais atenção ao caso e sem grande demora.

Chegou à primeira clínica e perguntou se havia algum médico disponível naquele horário, por volta das 13 horas. A recepcionista – por quem Pandiá se encantou pelos lindos olhos verdes – disse que o clínico geral só chegaria por volta de 14 horas e que já havia 10 pessoas aguardando.

“Puxa, esse médico deve ser bom mesmo, mas não dá pra esperar tanto tempo assim”, pensou Pandiá e assim dirigiu-se a outra clínica, maior e mais afamada. Chegando ao local não deixou de reparar no excelente atendimento:
- Olá, boa tarde, moça.
- Quié?
- Hã...tem clínico para pronto-atendimento?
- Identidade e carteirinha do convênio. Aguarde.

Pandiá gostou da perspicácia da recepcionista. Olhou para o relógio: 13:35. A sala da recepção estava lotada. “Quanta gente doente, acho que esse negócio de clínica dá dinheiro”, pensou. Sem grandes distrações, só restava mesmo assistir a TV que começava a exibir um programa de fofocas de novelas e artistas famosos e Pandiá se questionava o porquê de todas as clínicas e consultórios sintonizarem apenas aquele canal.

15:55 – finalmente, Pandiá é chamado, depois de reclamar umas 3 vezes junto à recepção. Ao entrar no consultório da doutora Angelusca Paixão reparou que a médica estava sentada e um tanto ocupada com o computador. Sem querer atrapalhar, Pandiá ficou ali parado, em pé, diante da médica, que foi logo perguntando:

- Boa tarde, senhor Pandiá, em que posso ajudá-lo?
- Boa tarde, doutora. Bem, está saindo uma secreção mal cheirosa do meu umbigo e...
- Dói? Você futucou esses dias?
- Não, não dói, e andei mexendo, mas nada profundo e...
- Tome, leve essa requisição na enfermaria. Procure por Dorminildes para ela fazer um curativo.
- É só isso, doutora?
- Só. Depois retorne aqui.

E foi assim, depois de aguardar mais de duas horas para ser atendido, a médica gasta 1 minuto do seu precioso tempo com o paciente. Pandiá, ainda surpreso com a espantosa rapidez da consulta, foi à enfermaria procurar por Dorminildes, que não estava em seu setor. Mais uns 20 minutos de espera e surge a enfermeira:
- Quié?
- Curativo, enfermeira. Aqui está a requisição.
- Entre aí, vá.

Entrou numa salinha e esperou mais alguns minutos. Até que finalmente a enfermeira fez a limpeza no umbigo, passou uma pomada e fez curativo. Deixou a recomendação: “volte daqui a dois dias para retirar o curativo e fazer a limpeza”.

Pandiá agradeceu e foi procurar a médica novamente. Mais um tempinho de espera e foi chamado. A doutora continuava sentada e ocupada com o seu computador e Pandiá resolve se pronunciar, sem jeito:
- Doutora, já foi feito o curativo...
- Tome essa receita e procure o dr. Pangloss, que é cirurgião.
- Cirurgião? Epa, o que é isso, doutora? A senhora sequer olhou meu umbigo! Afinal, o que é essa secreção?
- É o dr. Pangloss que vai dizer. Boa tarde.

Embora agradecido por mais uma vez a doutora dedicar 1 minuto de sua atenção ao paciente, Pandiá ficou preocupado:“Cirurgião? Meu Deus, o que será isso? Será que o umbigo tá furado? Algum tumor?”. Olhou para o relógio e viu que já era quase 17 horas. Perdera uma tarde inteira de trabalho e pegou um atestado de comparecimento. E nem podia reclamar: graças ao convênio, foi atendido no dia e não daqui a 3 meses, como acontece no SUS.

Dois dias depois, com o curativo intacto, Pandiá retornou à clínica e procurou pela enfermeira Dorminildes, desta vez pela manhã. Pra variar, a enfermeira não estava em seu posto e esperou por meia hora até que Dorminildes aparecesse e conferisse as todas as fichas à sua espera. E nisso mais uns 20 minutos até Pandiá ser chamado para retirar o curativo. Parece que a secreção parou um pouco, mas mesmo assim precisava ver o dr. Pangloss.

Que só atendia à tarde. E lá foi o nosso Pandiá para a consulta com o dr. Pangloss. A marcação de consultas afirmou que só havia horários disponíveis após 2 semanas, mas Pandiá usou todo o seu charme (!) e simpatia (!!) para convencer a clínica a aceitá-lo como “paciente extra”. Desta vez o nosso paciente não podia reclamar: só depois de atender a todos os pacientes com hora marcada, o dr. Pangloss atenderia os “pacientes extras”, sem previsão de horário.

Enfim, por volta das 16 horas – Pandiá chegou à clínica 13 horas – foi chamado ao consultório do dr. Pangloss, que estava muito ocupado rabiscando uns papéis:

- Boa tarde, senhor Pandiá, qual é o problema?
- Boa tarde, doutor. É uma secreção no umbigo, doutor, que está me incomodando há quase 1 semana e...
- Dói?
- Não, não tem dor nenhuma, mas já saiu sangue e...
- Fez o curativo e a outra médica receitou um anti-inflamatório.
- É, isso. O que está acontecendo, doutor? Qual a origem desta secreção?

O dr. Pangloss não respondeu e assinou uma série de requerimentos de exames:

- Vou pedir exame de sangue, fezes, urina, raio-X do tórax, ultrassonografia do abdome, endoscopia e um eletrocardiograma. Faça isso e volte aqui quando os exames estiverem prontos.
- Doutor, mas para que tantos exames? E até lá, o que faço com o umbigo?
- Lave bem com água e sabão, apenas isso, por enquanto. Boa tarde. Se quiser atestado, pegue na recepção.

Pandiá achou o médico muito bom, afinal este gastou 2 minutos preciosos de uma só vez. Mas e todos aqueles exames? O jeito era fazer. Mas isso demoraria pelo menos uns 15 dias. Felizmente o convênio cobria todos esses procedimentos. “Nessas horas é que damos valor a um convênio médico”, pensava o nosso paciente.

Foi uma verdadeira maratona para o Pandiá realizar todos esses exames. Vamos poupar os leitores desta narrativa repleta de filas, horários, recepções lotadas e o mesmo canal de TV de sempre – e sem falar nas burocracias - para finalmente concluirmos essa história.

Pois bem, após 20 dias, Pandiá retornou ao consultório do dr.Pangloss, desta vez com horário marcado e isso foi muito bom, pois a espera foi de apenas 1 hora. Convém dizer que a secreção no umbigo já não existia mais, porém Pandiá queria saber se era alguma coisa mais grave.
- Boa tarde, doutor.
- Boa. Senhor Pandiá...deixe-me ver o prontuário. Aqui. Trouxe os exames?

Pandiá despejou sobre a mesa do médico uma montanha de envelopes com exames de todos os tipos. O doutor Pangloss abria os envelopes – com todos aqueles ruídos – e só balbuciava “huuummm”. E assim fez com todos os exames até que Pandiá, ansioso, perguntou:

- E aí, doutor, tá tudo bem?
- Seu nível de glicemia está baixo.
- E meu umbigo, doutor?
- Está lá embaixo também, hehehehe.

Um médico piadista era tudo o que Pandiá precisava. Sem demonstrar bom humor, o paciente usou voz firme:

- Estou falando da secreção, doutor. O que era aquilo?
- Parou?
- Parou.
- Os seus exames estão OK. Deve ter sido uma infecção, só isso.
- “Deve”, doutor?
- Sim, é comum surgirem infecções no umbigo devido à umidade.
- E o sangue, doutor?
- Da infecção. Nada mais.
- Sei...então, é só isso.
- Só. Vou passar uma medicação pra não ter mais problemas. Aqui: lave bem o umbigo com água e sabão, seque cuidadosamente e depois aplique essa pomada, a POMADACLIN. Prontinho. Boa tarde, sr. Pandiá.

O nosso Pandiá saiu do consultório bastante confuso. Na próxima vez em que apresentar algum problema de saúde, não vai procurar o Dr. Pangloss, a dra. Angelusca Paixão ou a Dorminildes: vai procurar São Google**. A consulta é rápida, não precisa de convênio, a TV fica desligada e ainda pode dar uma olhadinha no orkut ou MSN com tranquilidade. Aliás, Pandiá poderia ter adicionado a dra. Angelusca Paixão no orkut: qualquer dorzinha bastava enviar um recadinho...

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* evidente que este nome – pomadaclin – não existe( ao menos nunca vi).
** apesar deste texto conter algumas críticas sobre alguns procedimentos médicos, em caso de doença procure sempre o médico, não se automedique. E nem confie cegamente nas informações que encontra na internet.


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