quarta-feira, setembro 09, 2009

Seja um professor e seja o que Deus quiser!

(clique na imagem para visualizar outra ilustração de mau gosto do autor deste blog)

Eu sei que você está interessadíssimo (a) na reta final do “Caminho das Índias” para saber qual será o destino da Maya (parente do Tim?) e de tantos outros personagens tão numerosos quanto os deuses indianos, mas preste atenção no intervalo comercial da novela. Se você, jovem de 18 anos, está indeciso quanto seu futuro, a propaganda do MEC dá uma forcinha: seja um professor.

Esta é a forma que o Ministério da Educação encontrou para atrair futuros professores e assim tentar contornar um grave problema que é o défict de profissionais nas escolas, sobretudo das matérias de Química, Matemática, Física e Biologia. É um verdadeiro “apagão” de professores e as perspectivas não são das melhores: o número de formandos em cursos de licenciatura vem caindo ano a ano.

Não é difícil saber o porque. A propaganda do MEC é linda, afinal os professores são mesmo as pessoas mais interessantes, inteligentes, charmosas, lindas, gostosas e gente fina que há – ei, alguém tem que falar bem, certo? Tá, eu sei que você tem más recordações daquela professora de Matemática que só pegava no seu pé...mas o fato é que apenas uma propaganda bonitinha não vai atrair ninguém para o exercício do magistério e tampouco "disfarçar" os inúmeros problemas da educação no país.

Até porque todos sabem a realidade da profissão, menos o Gustavo Ioschpe e “especialistas” em educação da VEJA. Baixos salários, violência nas escolas e infra-estrutura precária são apenas alguns motivos que tornam a docência cada vez menos interessante. Há quem enumere vantagens de se tornar um professor, como ter duas férias no ano, maior autonomia nas atividades ( e essa autonomia nem sempre é possível) e estabilidade de emprego, caso seja concursado; no entanto estas vantagens acabam diluídas diante das cargas horárias excessivas, desvalorização do magistério, assédio moral e ausência de plano de carreira, sem contar nas dificuldades com material didático, tecnologias da informação/ comunicação na escola e trabalho extra para casa.

Como percebem, atrair os jovens para o magistério vai muito além de uma simples propaganda. Ainda há o idealismo, a vontade, a vocação em ser professor ou professora e estes são alguns dos fatores que vem mantendo diversos cursos de licenciatura espalhados por aí. Mas não há "amor" que resista ao descaso e o MEC precisa parar de fazer cinema água com açucar, deixar o “luz, câmera, ação” de lado e utilizar apenas “ação”. E um piso salarial de R$ 950 não é o que chamaria de uma ação atrativa. (aliás, lembrem-se que alguns governadores entraram na justiça contra este piso. Lembre-se disso principalmente em 2010)

Quem sabe com menos holofotes, menos maquiagem e mais planejamento sério e execução os professores não tenham um destino mais auspicioso? Hare baba!
Follow me on twitter: http://twitter.com/jaimeguimaraess

25 comentários:

  1. Jaime,
    acho difícil nos tempos atuais alguém que ao procurar uma carreira pra seguir futuramente, às vésperas de um vestibular, escolha realizar um curso que o ingresse na carreira docente.

    Tal visão se dá em função da desvalorização pela qual, há anos, passa a carreira de professor. E essa ocorre principalmente pelo desestímulo salarial. Está certo que o amor profissional deve prevalecer na escolha de uma profissão, mas algúem que quer construir uma vida didna e ter uma família para sustentar não vive apenas de amor à profissão, precisa-se de um bom retorno em forma de remuneração pela função exercida.

    A realidade brasileira demonstra que há preferência em se valorizar(exorbitantemente, diga-se de passagem) a remuneração de membros do alto escalão do Legislativo e do Judiciário. Enquanto a profissão-base de uma sociedade alfabetizada não se dá o devido respeito, fica à margem das demais.

    Isso soa engraçado em país que prima por ser um país desenvolvido. Como ambicionam tal mudança sócio-econômica, se não valorizam a educação do brasileiro, por meio da valorização do profissional da educação?

    Abraços.

    http://antenar-se.blogspot.com

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  2. bom, todos nós sabemos, na real estamos cansados de saber que a educação brasileira não é boa, que a infra estrutura é ruim, blá blá blá.
    Mas é apelo do MEC fazer está propaganda, poxa existem sim professores capacitados, esforçados e que amam a profissão e por isso aguentam a barra, mas a maioria dos professores vivem abalados pelos salarios ruins pela falta de material e assim viram professores ruins também, para que enganar o país com essas publicidade banal, eles diviam é passar propagandas com ''promessas''de melhoramento de capacitação e muito mais, pois com essa propaganda não vão realmente conseguir nada.

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  3. É, Jaime... Eu tenho vontade de lecionar também, mas só na universidade. Não tem condição para dar aulas em escolas de ensino fundamental e médio, infelizmente. Mas eu sou jornalista e não professor, por questão de vocação mesmo. Mas sabe que me dá uma certa alegria quando vejo que consegui ensinar algo a alguém. Pô, nessas horas eu até penso em mudar de profissão, mas é puro sonho. Eu queria um dia poder pegar uma turma que pudesse me ensinar enquanto os ensino. Uma troca tão boa... Mas sei que não é assim na realidade. Já fui aluno de escola, os professores sofrem pra dar aulas. Eu estudei em escola pública, mas tive ótimos professores de verdade. Me mandavam ler José de Alencar (que até hoje é chato e dificl pra mim, mas é importante porque o cara era Phoda!). Bem, tive uma boa educação básica, porque os meus professores na verdade não dependiam do salário da escola (não todos) davam aula porque gostavam e não pelo dinheiro porque isso, eles já tinham. Ser professor é ótimo, mas se continuar com essa desvalorização da profissão o negócio vai ser barra pesada. Imagina professor de português tendo que ensinar física? Se fosse ao menos inglês, espanhol e francês, é mole, mas a falta de profissionais capacitados é impressionante mesmo. Uma amiga minha fez uma matéria sobre a falta da mão de obra (como costureiros e pedreiros). Porque são profissões consideradas de velhos. Vale mais o carinha usar um rachá de uma agência de telemarketing pra dizer que está dentro do mundo da tecnologia do que estar na obra. Mas não falo pela desqualificação que uma pessoa pode ter por trabalhar em obra, pelo contrário, todo trabalho lícito é digno. Mas o que quero apontar é a mudança do mundo e a questão da vocação. É por isso que as vagas de treinee não são preenchidas, porque entram um monte de gente na universidade que não sabe nem o que estão fazendo ali. Mais uma vez a questão da vocação. Outra hora a gente discute sobre isso, e vou ver se te repasso a matéria dela.

    Ser professor é questão de vocação e não. ninguém decide ser professor do nada e acha que vai ser bom. Para ser bom professor deve-se ter uma preocupação social elevada. Não se pode brincar com vidas. Sim, professor lida com vidas, normalmente 40 dentro de uma sala.

    Eu respeito MUITO os professores, porque sem eles a gente não chegaria a lugar nenhum.

    Abração, Jaime!!! E depois olha lá no meu blog! coloquei um texto sobre independência (lógico como sendo PHoda huau) e outro foi a matéria que saiu minha lá no GLOBO. rs

    Abração!

    PS: Comentei no texto de baixo tbm.

    Valeu!!!!!!!!!!

    http://renanbarretoonline.blogspot.com/

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  4. Não estou no meu melhor dia pra fazer esse tipo de comentário (depois te conto), mas, vamos lá...

    Primeiro: professor ganha muito, mas muito mal. É fato. Não sou eu quem digo. São números. Da Unesco.

    O salário médio dos nossos docentes em início de carreira é o terceiro mais baixo em um total de 38 países desenvolvidos e em desenvolvimento. Perdemos apenas para Peru e Indonésia. Esses são dados para professores do 1º Segmento do Ensino Fundamental. No Ensino Médio, a coisa melhora um pouco de figura. Mas, calma... eu disse "um pouco". Nesse nível, há sete países que pagam salários mais baixos aos seus professores. Sete países num universo de 38.

    Aí, começa o martírio... O cara levanta às seis da manhã, sai de casa às sete e muitas vezes, só retorna às dez, onze da noite. Por mais dedicado que se possa ser, é complicado. Adiciona-se à mistura a questão da violência nas escolas, a falta de estrutura, assédio moral e tantas outras coisas que você já enumerou brilhantemente em seu texto. Perguntinha que não quer calar: Isso é vida, mermão?!

    No feriadão, conversávamos aqui em casa sobre os tempos de escola. Meus pais relembravam como era a relação dos mestres e alunos em tempos passados. Eu não sou tão velho assim, mas noto nitidamente que a coisa mudou... e pra pior! Houve um tempo em que ser professor significava muito. De um modo geral, a figura do educador era reverenciada. Tá, ninguém aqui tá querendo confete! Mas muitos professores por aí vivem sendo achincalhados pelos alunos. Evidente que existe o contrário. Mas não é o caso aqui.

    De mestres passamos para parentes postiços. Era a família delegando o papel que lhe era devido para a escola. "Com licença, mas não sou tio, nem tia!" - alguém devia ter gritado na época - "Tio é o irmão do seu pai!"

    Perspectivas? Sei não. Já tivemos um "presidente professor", lembra? Melhorou alguma coisa?

    Enquanto isso, seguimos por aí.
    Ontem no Rio, a Rede Estadual fez uma paralisação de 24 horas. Complicado. Quem não adere, é visto como medroso e rabo preso. Quem adere é visto como agitador e que não gosta de trabalhar. Enquanto isso, vivemos nossos infernos particulares dentro de nossas escolas. As secretarias pressionam as direções e as direções, por sua vez, caem em cima de quem? Adivinha?

    Pois é, meu brother. Ainda dá em tempo de entrar naquele minha comunidade. Lá não haverá professores nem escolas. Tudo será na base da troca, do é dando que se recebe... Uahahhahahahaa!!! Quem quiser, é só me seguir...

    Falar que você mandou bem demais é chover no molhado, né?

    Abração, Jaimão!

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  5. Jaime!

    vc trabalha com educação não é ?
    Como não tinha outro meio para poder me comunicar contigo, resolvi mandar por aqui mesmo(tentei mandar pelo seu orkut, mas eles bloquearam meu recado por se tratar de spam)
    gostaria que vc analisasse ( sem ser chato, já sendo hehe) a estratégia do ensino público carioca para afastar as crianças do Rio do tráfico de drogas e da criminalidade, por vc ser da área de educação!....postei lá no meu blog nesse link, dá uma olhada
    http://antenar-se.blogspot.com/2009/09/turno-integral-como-solucao-para.html

    abração!

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  6. Se Deus quizer EU vou ser professora, rsss
    Mas acho q ele quer meu bem, viu???
    rsssrss

    Otimo post, como sempre!

    Bjks

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  7. Imagino que esteja caindo o numero de formandos de licenciatura mesmo!
    Acredito que é porcausa mesmo dessa violência toda que vemos na escola pela TV

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  8. será que caberia uma parceria entre a gente?
    Vc tem banner!? O seu blog é muito bacana, e preciso ter linkado comigo!
    Tá de parabéns!

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Realmente a coisa não é tão bonitinha quanto se diz.
    Eu mesma abandonei meu curso de Licenciatura em Matemática por ter baixas expectativas tanto em relação
    ao mercado de trabalho qto em relação à realização profissional. Acabei optando por Engenharia.

    ;**

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  11. Amigo,
    Vida de professor não é fácil mesmo. Além de todas as dificuldades para disciplinar os alunos em sala de aula, conscientizá-los sobre determinados assuntos e outros desafios da profissão, ainda existem os ENORMES desafios fora das salas de aula, citados por você nesse texto nota dez!

    Dentre os desafios citados, reforço a questão do professor precisar levar trabalho para casa, ou seja, para a sua vida pessoal. Não tem como realizar um trabalho decente sem planejamento, sem um tempo precioso para tal (que certamente NÃO EXISTE dentro das escolas). Muitas pessoas não sabem ou não imaginam isso, mas essa é uma dura realidade. No seu tempo de descanso e vida pessoal, ainda tem que reservar um tempo para as coisas da escola e vida escolar dos alunos. É jornada extra, com certeza. E pior: sem remuneração! Não entendo como essa classe pode ser tão desvalorizada...

    Bjos pra vc e boa sorte, viu?
    Sacode a poeira e segue em frente...

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  12. É, amigo. A coisa está feia no Brasil inteiro, mas aqui na Bahia, que é a nossa realidade, tá dando medo! Tenho conversado com professores do ensino médio e o que me contam é preocupante: muitos alunos sem aula por falta de professores, junção de turmas e exigência de um mínimo de 40 alunos por sala, laboratórios sucateados e plano de carreira desrespeitado! Tudo isso, segundo o governo, por causa da "crise". Entre aspas, pois, acho que foi ontem mesmo, que o governador criou a secretaria para a Copa! Essa sim vai trabalhar direito! Você vai ver quanto dinheiro será gasto com a velha desculpa do desenvolvimento do estado.
    É lamentável!

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  13. É vcs tem toda razão, apesar de eu estar nesse momento concluindo uma faculdade de licenciatura em pedagogia...já imagino o que me espera...nesse momento o municipio em q moro os profissionais de educação entre outro estão em greve pedindo incorporação salarial para os cargos os professores querem as gratificações encorporadas em seus salários...para garantir uma aposentadoria...imagina... bom
    mas muitos dos meus colegas na faculdade já estão seguindo outros caminhos para não lecionar...só pra ter uma idéia a turma começou com 50 alunos e hoje está com 23 e desses 23 alunos muitos não serão "educadores". O mec precisa de muito mais pra chamar a atenção.

    Parabéns pelo texto.

    Márcia ... Cacoal RO

    Não vou passar meu blog porque não tenho.

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  14. Oi Jaime!
    Bem, meu caro professor, vamos lá.
    Seu texto como sempre, muito bem escrito e coerentíssimo com a realidade do magistério. Enquanto assistimos a "Caminho das Índias" preocupados com o sofrimento da "pobre Maya" e do "pobre Raj", deixamos de lado, coisas de fato importantes, que estão bem a nossa volta.

    Não tive a oportunidade de assistir ao tal vídeo. Como vejo pouca TV (o ofício de mãe e dona de casa me ocupa), prefiro ler, ouvir música e escrever não deu para ver. Mas, pelo que vc fala o MEC deve realmente estar desesperado e constatando que se não fizer alguma coisa logo, num prazo bem curto de tempo, não teremos mais professores para dar aulas em determinadas disciplinas.

    Vou falar da realidade aqui do meu estado RJ. Como lhe relatei em um post anterior, trabalho em um Sindicato de Professores e esta realidade eu conheço muito bem. Diariamente, embora não esteja em sala de aula convivo e vejo as dificuldades e o sofrimento pelos quais os docentes passam para exercer esta que para mim é uma das mais importantes profissões que alguém possa seguir (sou professora tb).

    Primeiro dado importante: na semana passada, uma senhora que trabalha comigo veio conversar sobre a quantidade de "exonerações" (pedidos de afastamento) solicitados por professores do estado do RJ que ocorreram ao longo deste ano. De janeiro até setembro (9 meses apenas) 1.593 professores pediram para sair de suas funções. Aproximadamente 6 professores ao dia.
    Segundo dado: o piso salarial inicial aqui no Estado é de
    R$ 607,26. Com os descontos, o professor recebe líquido R$ 540,00.
    Terceiro dado: violência nas escolas cresce gradativamente: xingamentos, desrespeito, humilhações e até ameaças de morte se tornaram rotina na vida do professor. Profissão de risco. Além do Bullyng, mal que afeta uma imensa parcela dos docentes, atualmente.

    Constatamos que não vale a pena para um jovem seguir esta carreira. Embora existam alguns “pequenos benefícios”, como: estabilidade (para quem é estatutário), licenças, férias), em contrapartida, a carga horária, o baixíssimo salário, a falta de infra-estrutura, o descaso do governo, dos alunos e da sociedade em geral, desestimulam. Além disso, não podemos esquecer de uma das principais “filosofias” que regem nossa “digníssima sociedade” nos dias de hoje: “trabalhe duro, seja com a bunda, com os peitos, com suas pernas (futebol), ou com qualquer outra parte de seu lindo corpo, que vc chegará lá e se tornará um milionário”. Estudar, para que? Não vale a pena. Cansa e stressa. O bom é viver a vida, curtir adoidado o aqui e agora sem se preocupar com o amanhã. Ser professor, então, fora de questão. Pra quê me matar dentro de uma sala de aula, para ganhar uma ninharia, ser desrespeitado por aqueles que deveriam me valorizar e pagar bem e ainda por cima ser maltratado por alunos sem educação e agressivos?

    Propagandas, sempre bonitas. Slogans, muito bem elaborados. Discursos, os melhores possíveis. Ideologias, magistério carreira digna e linda para os vocacionados. Agora, a realidade: “a mais dura e triste possível”.

    Sinceramente, não sei onde iremos parar e o que será de nossos filhos (sou mãe e me preocupo com o futuro de meu filho). Embora eu faça a minha parte, fica muito difícil remar contra a maré. E muitas vezes da vontade de desistir. Quero acreditar que um dia as coisas possam realmente melhorar.

    Um Abraço.
    Cíntia Carvalho

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  15. Grande Groo

    Pelo visto vc anda bem antenado com o seu trabalho heim... não poupou uma citação sobre as tecnologias de comunicação e informação. Rapaz... é realmente incrível. Só faltava essa! Professor: profissão do futuro. Ou melhor...sem futuro! rsrsrsrs! O governo tenta a todo custo mascarar a real situação da educação no Brasil. Agora querem até valorizar a profissão... é muita ironia! Bem... mas tem gente que gosta...e vota! Tic!

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  16. Oi,Jaime, amo seu blog. Virei até seguidora. Hoje resolvi dá uma passadinha para saber qual é a sua grande sacada e, mais uma vez, gostei do tema e da maneira como você p defende. Acho seu site muito útil. Gosto para caramba.

    A situação dos professores está mesmo muito difícil. O governo brasileiro não se interessa em oferecer condições para os profesores trabalharem com mais dignidade porque investir nisso não dá muito voto.
    Infelizmente, não temos políticos interessados em sanar determinados problemas, mas sim em se manterem na política e fazer dela sua carreira profissional.

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  17. professor ganha um salário miserável , e ainda por cima sofre com violência na escola, e não são valorizados.Estava no começinho do segundo período do curso de Pedagogia, desisti, vou tentar psicologia ou direito, essas sim valorizam os profissionais.

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  18. Jaime, adoro seus textos, sobretudo quando trata de educação, pq toca na minha realidade mais presente...
    Os fatos relatados, estão certíssimos, arriscaria até dizer que fala com propriedade de causa, será que é um 'companheiro' professor também?! rs, bom... dou o depoimento de alguém que após quase 5 anos de universidade começa a se deparar com esta realidade na pele. Ser professor não é nada fácil, isso eu já sabia... mas não imaginava o quanto. Como estou me formando, ainda não sou concursada, trab. em uma escola particular... e adivinha? Só pelo amor e vontade de conquistar uma tal experiência, aterrorizante algumas vezes, infelizmente sem exageros. Educação no nosso país é algo pra super-herói mesmo, hj eu sei... ganhar por hora aula menos que o preço de uma quentinha, ver alunos cada dia mais descompromissados com o futuro e ainda gastar horas e horas de planejamento criativo em casa, enquanto ainda espero pelo dinheiro de dois meses atrasados e a escola passa por corte de energia, não, não é pra qualquer um... vc se alimenta de alguns sorrisos e olhos furtivos pela sua aula, mas um belo dia outros te dizem q é tudo muito chato também... Enfim, não quero desanimar futuros professores, como eu que me assusto agora ao me perguntar se fiz a escolha certa desses meus 5 anos em universidade federal, mas 'are baba'... nosso único Deus que é brasileiro, precisaria mudar a consciência não só de governantes, mas de toda uma nação quanto ao respeito por uma educação valorizada.

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  19. Desde minha época escolar, vejo a decadência do ensino!
    Tive professores mais despreparados do que os próprios alunos, pois, houve um tempo em que "qualquer um" tornava-se professor.
    A falta de um aprendizado de qualidade reflete na formação do cidadão como um todo! E há falhas no ensino básico e fundamental, que são praticamente irrecuperáveis na fase adulta.
    A campanha "seja um professor" realmente é válida pois, tirando aqueles que ingressam na profissão por amor "ao saber, ao lecionar"...quem vai se submeter a um salário de R$ 950,00 mensais?

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  20. Quando eu era jovem, eu tinha um sonho... FOrmei-me professora aos 17 anos. Fiz curso superior de Pedagogia e fui trabalhar. Ganhava salário mínimo,não tinha material escolar, não tinha estrutura de apoio, não conseguiria sustentar minha família..> DESISTI e não me arrependo. Fazer campanha é desnecessário. Necessário é valorizar os profissionais e dar condições de trabalho. Quem sabe assim eu possa realizar um sonho e colocar em prática todo o aprendizado que eu recebi?

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  21. .
    "Não é difícil saber o porque."
    Bom...
    O correto é "...o porquê."
    .
    Desculpe-me!
    Não resisti!
    rsrsrrs
    = )
    .

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  22. Fiz Formação de Professoares, porém não exercí a profissão por muito tempo. Realmente a situação está se agravando a cada dia. Hj sou mãe e me sinto também uma educadora. Meu filho estuda em uma escola pública e me assusta muito o desrespeito que os jovens veem o professor.São mal remunerados, não reconhecidos e com isso também não são motivados a ensinar. Aqueles que tem a real vocação tentam fazer milagres e outros que não tem tanta vocação assim ficam apáticos vendo o Educação se tornar uma massa falida.É assustador....Acho difícil os jovens se empolgarem com essa profissão

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  23. Parabéns pelo blog, gostei muito das tuas palavras. Sou aluna do curso de letras aqui no Rio Grande do sul, amo meu curso e tenho paixão pela licenciatura. Muitos me dizem que com o tempo eu vou desanimar, que todo esse meu sonho vai virar um grande pesadelo, a realidade realmente é dura e eu não conto com o dinheiro da minha profissão para me sustentar ou sustentar minha família, apenas com realização PESSOAL. Talvez por isso seja mais fácil...
    Vou salvar teu blog nos meus favoritos, adorei a maneira que tu escreves, és crítico, gosto disso.
    Beijos!

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  24. Jaime,

    Adorei o texto. vejo que temos que discutir essa contradição: O Estado faz campanhas para que os jovens sejam professores e ao mesmo tempo não garante as condições básicas para sobrevivencia dos trabalhadores em educação. Não dá para entender. abs

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  25. Atenção companheiros, está na hora de fazer concurso para outras áreas vamos sair dessa, pois ser professor no Brasil não dá. "Oh, quem poderá nos socorrer!!" Vivemos em um país capitalista, precisamos de um salário melhor
    Professor Radical

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