terça-feira, maio 31, 2011

Precisamos somente de tolerância?

Somos testados todos os dias no exercício da tolerância. E ultimamente alguns assuntos têm exigido maior atenção dos brasileiros – assuntos esses que eram ( ou são) desconsiderados : homofobia, união homoafetiva, bullying e preconceitos diversos desde ofensas a nordestinos até chegarmos ao “gente diferenciada”.

Inúmeras são as campanhas e as tentativas de conscientização pelo fim da intolerância. As redes sociais na internet potencializam debates que já deveriam fazer parte do dia a dia em diversos setores e isso é um lado bom; no entanto as mesmas redes difundem alguns preconceitos e ideias perigosas – a democracia permite que todos se manifestem e há pessoas que utilizam tal preceito para extrapolarem em suas opiniões. Quando o diálogo não resolve, resta a denúncia.

O objetivo parece ser claro: colocar um fim em toda e qualquer forma de intolerância. Mas será que isso é mesmo possível? O historiador Theodore Zeldin, no livro “Uma história íntima da humanidade”, também questiona: “As pessoas deixarão de se irritar, de se odiar ou de se engalfinhar quando o espírito de tolerância racial, política e religiosa espalhar-se aos poucos pelo mundo?

O próprio Zeldin adianta-se em jogar um balde de água nas possíveis respostas: “somente quem tiver memória curta acreditará nisso”. E ao longo do capítulo o historiador descreve exemplos e modelos de tolerância ( e intolerância) com uma metáfora interessante: “A tolerância sempre pareceu a estação de verão, seguida pelo frio e pelas tempestades”.

O que fazer, então? Voltaire, que até escreveu uma obra chamada “Tratado sobre a tolerância”, já deixava uma boa dica: “Devemos tolerar-nos mutuamente, porque somos todos fracos, inconseqüentes, sujeitos à mutabilidade, ao erro”. Sem dúvida, um bom conselho, mas o talvez o problema esteja justamente na palavra “tolerar”.

O verbo tolerar, obviamente, pode ser encontrado no dicionário e traz definições como suportar e condescender. Quando alguém diz “sou tolerante aos direitos dos homossexuais” (ou de qualquer outra causa) estabelece uma relação de indiferença em relação ao outro, pois na verdade ele apenas suporta, como se fosse um “favor” que é feito: você é diferente, logo eu o suporto.

Provavelmente não seja a tolerância, portanto, o que tanto procuramos. É algo maior, muito mais difícil de ser alcançado: o acolhimento. Neste sentido, uma das melhores definições que encontramos é do professor Mário Sérgio Cortella, na obra “Nos labirintos da moral” ( em parceria com Yves de La Taille) . Cortella também rebela-se contra a palavra “tolerância”:

Em vez de utilizar a palavra ‘tolerância’, tenho preferido uma outra: ‘acolhimento’. (...) porque acolher significa que eu o recebo na qualidade de alguém como eu. (...) Atualmente está disseminada a noção de que é preciso ter políticas de tolerância, quando, no meu entender, deveria se trabalhar de fato com políticas de acolhimento, em que o ‘outro’ tem o mesmo status que ‘eu’”.

Se alguém argumentar que a tolerância é o primeiro passo para o acolhimento não está de todo errado. O problema é encerrar as chamadas questões polêmicas somente com o argumento “é preciso ser tolerante” quando as exigências são maiores. Como citou o filósofo André Comte-Sponville, “chamamos de tolerância o que, se fôssemos mais lúcidos, mais generosos, mais justos, deveria chamar-se respeito, de fato, ou simpatia, ou amor...”.

Estamos preparados para vôos tão elevados?

terça-feira, maio 24, 2011

O fim do mundo

(Nada contra o Corinthians e sua torcida, mas pelo andar da carruagem, acaba o mundo e esse estádio não fica pronto...)

Não foi desta vez: um grupo cristão anunciou que o “Dia do Juízo Final” seria exatamente no dia 21 de Maio de 2011. O grupo Family Radio – este é o nome da seita - espalhou outdoors ao redor do mundo marcando até mesmo os horários de vigília. Se a revolução não será transmitida, o fim certamente será. Consegue imaginar o Datena pedindo “cadê as imagens, cadê as imagens” do fim do mundo?

Felizmente – ou infelizmente para muita gente – o mundo não acabou. Continuamos aqui, firmes e fortes. Bem, talvez “firmes e fortes” seja um pouco de exagero, mas é apenas para ilustrar o fato de termos passado incólumes por mais uma “possível tragédia”. A fixação do ser humano pelo “fim dos tempos” é estranha: basta um cometinha passar por estes lados que já nos apavoramos. E como esquecer do “de mil, passará, a dois mil não chegará?” O terror, naquele período próximo ao ano 2000, não foi um cometa ou uma tsunami gigantesca: foi o chamado bug do milênio, um evento "apocalíptico" que não aconteceu, da mesma forma que as profecias de Nostradamus não se realizaram para o fim do século XX e já se passaram 11 anos e aqui continuamos.

No entanto há mundo e mundos. Estamos preparados para o fim? Claro que não. Houve um tempo em que a humanidade se preocupava mais com isso. Hoje, com tanta coisa para se fazer, sentir, viajar e viver, quem pensa no fim dos tempos? Além disso, o mundo está aí há tempos e já demonstrou que é duro na queda: assistiu a eventos que levaram à extinção dos trilobitas e dinossauros e agora suporta bravamente os seres humanos. Se este mundão aí não acabou ( ainda!), talvez seja a hora de acabarmos com outros mundos que insistimos em perpetuar dentro de nossos corações e mentes.

O mundo em que temos 1 bilhão de pessoas passando fome enquanto os gastos militares atingem somas espantosas até mesmo em países pobres ou em desenvolvimento; o mundo em que a futilidade parece vencer e convencer, e o consumismo ocupa o topo das necessidades e preocupações da maioria das pessoas; um mundo que se comunica mais e vive "on line" – e que é perfeito na esfera virtual, onde felicidade e "integridade" predominam – porém é indiferente no cotidiano de muitas relações.

Eis alguns modelos de mundos que poderiam acabar e não deixariam saudade – assim se espera, apesar de haver quem lucre com a fome e com todo esse consumismo, vejam como esse mundo é contraditório e estranho. Por falar em estranho, a pergunta que muitas pessoas fizeram – e ainda fazem – é “se o mundo acabasse amanhã, o que você faria hoje?”. Não deixa de ser um exercício com respostas surpreendentes, engraçadas e até emotivas, porém a melhor pergunta seria, talvez, “e se o mundo acabasse amanhã, do que você sentiria mais falta deste bom e velho mundo?”

Temos até 2012 para pensarmos melhor sobre o assunto, afinal é mais uma chance para tudo isso acabar, não é verdade? Enquanto isso não acontece, pensemos no vale a pena ser mantido ou destruído em nossos mundos que conhecemos e lidamos diariamente. E em quantos mundos ainda temos a descobrir! Lembre-se: “até 2012 chegará e...bem, se nada acontecer, espere por 2033!”*

*teoria conspiratória/teológica do autor do blog sobre 2033, que um dia ele revelará. No momento a humanidade não está preparada para tal teoria. Contentem-se, por enquanto, com 2012 e as previsões astrológicas do seu signo!

quarta-feira, maio 18, 2011

O fim da infância?

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Confesso que às vezes fico assustado comigo mesmo. Será que, parafraseando Elis Regina, eu continuo amando o passado e não vejo que o novo sempre vem? Sim, porque tenho algumas quedas saudosistas, típicas do “ah, no meu tempo que era bom”. O que é um erro, creio, pois cada época tem suas peculiaridades – boas e ruins.

Mas está lá, no site de notícias, na TV, no jornal: “Mãe injetava botox na filha de 8 anos”. O mais incrível é que a toxina botulínica A – esse é o nome da substância – foi injetada pela própria mãe na filha com a finalidade de transformar a criança em uma “estrela”, competindo inclusive em concursos de beleza.

Ao terminar de ler esta notícia, que não estava na seção dos casos bizarros do portal da internet, imediatamente lembrei dos estudos do historiador francês Phillipe Ariés, que trouxe em sua obra “História Social da Criança e da Família” contribuições interessantes para entendermos os conceitos da infância ao longo dos séculos. Lembrei-me dele porque as crianças, até a Idade Média, eram tratadas como adultos em miniatura e serviam como forma de entretenimento para os adultos, sobretudo aos nobres.

Não é difícil depararmos com crianças servindo como uma espécie de entretenimento nas emissoras de TV. E também não é difícil encontrar concursos de beleza infantis em que diversas crianças estão “batalhando” para seguirem os passos das modelos e atrizes famosas. No mundo do futebol isso é bastante comum e encontramos coisas inacreditáveis como um time da Holanda que acerta um contrato com bebê de 18 meses! As crianças, nestes casos, são tratadas como “pequenas adultas” e mantém agenda apertada entre compromissos chamados profissionais – assim encontramos pequenos de todas as idades com rotina de gente grande.

Tudo pela fama, viva o mundo do entretenimento! E já que as crianças são tratadas como pequenas adultas, estimula-se até mesmo uma sensualidade que elas ainda não têm noção do que seja. Não faz muito tempo vi uma notícia sobre uma loja que comercializava – ou ainda comercializa, não sei dizer – um sutiã com bojo (enchimento) para crianças entre 4 e 6 anos de idade. Não me senti revoltado com a loja ou com o fabricante da peça, mas sim com o fato de saber que existe um mercado consumidor, ou então não haveria comércio, obviamente. E esse tal mercado consumidor é bem representado por pais e mães que acham absolutamente normal as crianças usando tal peça.

O que acontece, muitas vezes, é que há mães transferindo para as filhas os sonhos e as expectativas alimentadas durante muitos anos em relação a elas mesmas enquanto jovens. Isso, claro, não é a regra. Mas a frustração existe e os filhos podem ser usados como compensação para algum sonho desfeito durante a juventude. Sem esquecer, é claro, do fato de vivermos em uma sociedade da qual o consumo desenfreado - e descartável - é estimulado e a criança é um alvo das indústrias e da propaganda. No final, tudo acaba fazendo sentido – dentro desta lógica, evidente.

Por isso citei a música de Elis Regina e expressei a minha preocupação: não sei se gosto deste “novo que sempre vem” – ou chegou. Aqui escorrego novamente no saudosismo, mas relembro do que eu fazia aos 08 anos de idade: jogava bola – num terreno baldio transformado em Maracanã - , ia para a escola, explorava casas abandonadas que o povo dizia serem mal assombradas, lia meus gibis do Tio Patinhas, do Pato Donald e da Turma da Mônica, fazia minhas traquinagens e assistia desenhos animados na TV. Em resumo, fui criança, tive uma infância boa e divertida. Como todas as crianças deveriam ter.

quarta-feira, maio 11, 2011

As citações literárias

(clique na imagem para melhor visualização, caso queira maior definição dos rabiscos grotescos)

“Batatinha, quando nasce, esparrama pelo chão denso e profundo, o chão, oh, o chão!” Clarice Lispector

Claro que a citação acima não é da escritora ucraniana mais brasileira que já tivemos – e houve outra escritora ucraniana de sucesso aqui por estes lados? Não, Elke Maravilha não é ucraniana, é russa. E ela nunca publicou um livro, ao menos até onde eu sei, mas não me surpreenderia, pois já vi e folheei até um livro do Datena (!) com crônicas (!!) e poemas (!!!). Procura no São Google, ajuda aí, ô!

Onde eu estava mesmo? Ah, sim, falando em Clarice, Ucrânia e pensando na barata que dona GH comeu. Que paixão é essa que alguns escritores têm por baratas e insetos , não é? Kafka se amarrava, Poe nos apresentou o escaravelho – de ouro; escaravelho do diabo é da coleção Vagalume, aliás outro inseto que há tempos anda meio apagado– , La Fontaine vez em quando encaixava um mosquitinho, uma mosca em suas fábulas e o que dizer de Lewis Carroll no país das maravilhas? Esse fascínio por insetos deve ser porque para cada ser humano há uns 7 milhões de insetos para coabitar neste lindo planetinha. E tem quem ainda mate as lagartixas e os sapos!

Vejam como eu sou: comecei um assunto idiota e emendei outro assunto mais idiota ainda, do tipo nada a ver. Ei, pessoal, é “nada a ver” e não “nada haver”, certo? Por que? Ora, porque sim. Tem certeza de que quer uma explicação gramatical? Eu sabia que não, então retornemos à ideia inicial que era... era... ah, sim, as citações!

Citações que se tornaram verdadeiras “pragas” nas redes sociais. Ei, acho que foi por isso que fiz referência a insetos, não é? Assim, insetos e pragas, entendeu? Tá, deixa pra lá. Prometo manter o foco. Parafraseando o inesquecível professor Girafales, dizia eu que as citações de grandes escritores estão por todas as partes e se tornaram comuns em status de MSN, atualizações de twitter, orkut, facebook, e-mails, enfim, finalmente um povo que lê!

“Viu? Tá vendo aí? As pessoas estão lendo e descobrindo Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu e Fernando Pessoa! Pode terminar sua crônica ou seja lá o que for essa porcaria que você está escrevendo por aqui mesmo!” Calma aí, Grilo Falante, deixa eu complementar meu raciocínio, ajuda aí, ô! Meu prezado grilídeo, como vai a família? Bom saber, agora ouça: eu acho ótimo que as pessoas descubram escritores tão talentosos e geniais como os citados e, claro, muitos tomarão seus livros e passarão horas agradáveis se deleitando em suas páginas.

Falei bonito, eu sei. A minha cisma, meu caro, é com as citações que não são...fidedginas, entende? É como se toda e qualquer “frase profunda” fosse de autoria da Clarice Lispector. Ou do Caio Fernando Abreu. Clarice e Caio estão para as redes sociais da mesma forma que Arnaldo Jabor e Luís Fernando Veríssimo estão para as correntes dos e-mails. E até mesmo nosso grande Bukowski, o velho safado, é citado em citações – sei da redundância, mas quis utilizá-la assim mesmo – que não fariam feio para Roberto Shinyashiki ( é assim que escreve?) ou Gabriel Chalita.

Enquanto a ABNT não inventa algum meio para complicar nossa vida comum, pensei até mesmo em criar minha própria coletânea de citações:

“Não se pode agradar a gregos e troianos” - Homero

“Trago dentro do meu coração um marca passo” – Fernando Pessoa

“ Cara feia, pra mim, é fome.O que não mata, engorda!” – Honoré de Balzac

“ Pai, você foi meu herói e meu bandido, hoje é muito mais que um amigo” – Franz Kafka ( e descobrimos aqui o plágio de Fábio Júnior, pai da Cléo)

“A bebida não leva a lugar nenhum, a não ser à sarjeta. Fica a dica: bebida, never more!” – Edgar Allan Poe

“ Viver e não ter vergonha de ser feliz! É bonita, é bonita e é bonita!" – Virgínia Woolf

“Quando algo não cheira bem, não meta o nariz onde não é chamado!” - Nikolai Gogol, mas pode ser Bocage também

“Adoro ouvir coisas que dão a medida de minha ignorância. E tomei mais um gole de Coca-Cola.” – Clarice Lispector, e essa citação é verdadeira. E você acha que dona Clarice se revira no túmulo com tanta gente colocando citações estranhas em seu nome? Que nada: olha o que ela escreveu sobre uma prosa com o grande Guimarães Rosa:

“(Guimarães Rosa) citou de cor frases e frases minhas e eu não reconheci nenhuma”.

Como se vê, duvido que dona Clarice se preocuparia com as milhares de citações que são feitas em seu nome atualmente. E na verdade é um tanto sem controle esse tipo de coisa espalhando pela internet. Jabor e Veríssimo já se pronunciaram sobre seus “textos”, já Clarice, Caio e tantos outros, não podem. Se a mãe de Macabéa não estaria nem aí, o jeito, então, é seguir o conselho do doutor Sigmund Freud: “Relaxa e goza”.

segunda-feira, maio 02, 2011

Obama achou Osama. E agora?

(clique na imagem para melhor visualização)

Vai ver, a coisa toda foi assim:

- Mr. Presidente Barack "The Guy" Obama, excuse me.
- Yes, you can! O que foi, assessor?
- Presidente, nossos rapazes encontraram e mataram Osama Bin Laden!
- Quem?
- O Bin Laden, senhor! Lembra? Das Torres Gêmeas, 11 de Setembro e tal...
- Oh,yes, nem me lembrava dele direito... hum, assessor, me traga o telefone, rápido! Urgente!
- Aqui está, senhor. Vai telefonar para os líderes mundiais?
- Não, vou ligar pro Bush. Coitado, Bin Laden era amigo de longa data... e prepare a conferência, vou dar a notícia ao mundo! Eu, o Nobel da Paz, eliminei o maior terrorista do mundo! Yes, I can!

"Foram necessárias 919.967 mortes para matar esse cara. Foram necessários dez anos e duas guerras para matar esse cara. Nos custou aproximadamente US$ 1,9 trilhões para matar esse cara." Quem afirmou isso não foi um "anti imperalista comunista fã do Che Guevara", foi um jogador de basquete da NBA, Chris Douglas-Roberts. Pois bem, finalmente encontraram o Osama Bin Laden e o mataram em Islamabad, no Paquistão, e não num buraco qualquer numa caverna do Afeganistão, como muitos pensavam. E comemoremos, não é? Afinal, a ação foi feita com "precisão cirúrgica para evitar mortes de civis". Diga isso para os iraquianos, afegãos...

Osama morreu, Obama ressuscitou. Nosso Mr.Nice Guy, Prêmio Nobel da Paz, estava passando por maus bocados nos EUA. Anunciar na TV que Bin Laden foi encontrado e morto gerou uma euforia em parte considerável dos EUA, tanto que a Times Square em Nova York parecia uma celebração do 4 de Julho. Aliás, pela festa que fizeram, é bem provável que o dia 02 de Maio torne-se a segunda data nacional dos EUA... nada como entregar um troféu cobiçado há anos para elevar índices de popularidade e retomar as rédeas da Nação!

E agora, o que teremos pela frente? De cara já antecipo uma coisa terrível: a quantidade insuportável de filmes e livros sobre os "corajosos agentes que levaram a paz ao mundo". Não perca, em breve num cinema e livraria perto de você! Bem, agora não há mais desculpa para os EUA continuarem a manter suas tropas espalhadas por tudo quanto é canto no mundo árabe, não é verdade? Pois coloquem suas barbas de molho, amigos: quando um presidente estadunidense diz algo do tipo "vamos continuar com nossos esforços para tornar o mundo um lugar seguro", preparem-se que não vem coisa boa por aí. Digo, para mim, para você e para o mundo, plebeus que sequer somos convidados para um casamento mixuruca lá na Inglaterra, mas para os negócios, é excelente: as bolsas de valores na Europa já avançam positivamente e os investidores demonstram otimismo.

E se você pensa em ir à Disney ou para Nova York nas próximas férias, prepare-se para enfrentar o maior nível de paranoia desde os ataques às torres gêmeas. As embaixadas dos EUA no mundo todo estão em "alerta máximo" e as restrições para entrar na terra do Mickey e do Pateta serão bem mais rigorosas. A depender do "próximo inimigo" a ser combatido, aí é que ninguém entra mesmo. Imagine se o eleito desta vez for o Hugo Chavez. Nos relatórios da CIA constará que "o Brasil é vizinho da Venezuela, logo é suspeito". Vai sobrar até pra Guiana e pro Suriname!

Obama, ao final do seu discurso anunciando a morte de Bin Laden - só faltou a trilha sonora -, disse "Deus abençoe os Estados Unidos da América". E que Deus, Alá, Buda, Krishna e etc. abençoem o restante do mundo, pois "paz" é o que não teremos por um longo tempo. Talvez, quem sabe, se apelarmos para São João Paulo II... mas quero pedir a intercessão de São Tomé: cadê o corpo do Osama? E a recompensa? O cara cercado e mesmo assim o mataram e deram sumiço no corpo? Oba, uma nova teoria da conspiração aparecendo!
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