
“Vejam só que Festa de Arromba
No outro dia, eu fui parar
Presentes no local
O rádio e a televisão
Cinema, mil jornais
Muita gente, confusão”
Erasmo Carlos
Não é segredo para ninguém que a Bahia gosta de uma festa, vide o carnaval, micaretas, lavagens, procissões e o que mais aparecer de data comemorativa – ou não, parafraseando Caetano Veloso e o pensador Cleber Machado.
Mas tem uma “gente boa” abusando das “Festas de Arromba” por aqui. Em Feira de Santana, a 100km de Salvador, a polícia foi dar uma olhada numa festinha de aniversário que acontecia em uma elegante casa de eventos na cidade e prendeu mais de 100 pessoas, das quais 60 são traficantes ou tem alguma associação com o tráfico de drogas. A festança, que contava com a presença até de crianças de colo, tinha vários atrativos: som alto, piscina, cerveja, uísque e, claro, todos os tipos de drogas no melhor esquema “self service”.
Esta festa em Feira de Santana aconteceu dia 23 de Fevereiro, na terça-feira. Fato isolado? Que nada: como cantaria o vocalista do Chiclete com Banana, “é festa! é festa!”. Pois ontem, dia 24 de Fevereiro, quarta-feira, a polícia foi dar uma olhada em uma outra festinha, desta vez em Salvador, e o resultado foi 32 presos – sendo que 12 destes são “menores de idade”. De tanto dançarem o “Rebolation-chon-chon”, dançaram pra valer.
Ao invés do excelentíssimo governador do estado da Bahia se preocupar com propaganda e com uma ponte megalomaníaca ligando Salvador à Ilha de Itaparica – ao custo aproximado de R$ 2 bilhões – acho bom ele se preocupar de fato em construir presídios, porque se a “gente boa” continuar levando a sério a música “e vai rolar a festa”, vai faltar lugar para prender toda essa galera festeira.
É UMA DROGA!
Estes fatos incendeiam mais ainda a eterna discussão sobre uma política antidrogas no país. A simples repressão criminal parece não surtir efeito e é cada vez mais o número de pessoas envolvidas com drogas ilícitas direta ou indiretamente. Note: drogas ilícitas, como cocaína, maconha, crack. Desde que o homem iniciou sua trajetória neste simpático planetinha ele se envolve com drogas de todos os tipos, inclusive o álcool. Até na Bíblia encontramos relatos de porres históricos, como o de Noé. Sem falar em verdadeiras obras-primas artísticas que foram realizadas sob inspiração de estimulantes diversos. Tem música e livro por aí que é uma verdadeira “viagem”, mano! E até no seu simpático e suado dinheirinho: até 80% das cédulas de real no Brasil tem resquícios de cocaína, acredite se quiser e leia aqui - é bom colocar o link para que alguns doidos não saiam por aí cheirando as notas de real pra saber se é verdade ou não.
Evidente que a repressão criminal é obrigatória. No entanto é preciso haver políticas de prevenção mais eficazes do que simples outdoors espalhados pelas ruas e propagandas veiculadas na TV. A escola tenta desempenhar um trabalho preventivo/informativo, porém o ambiente que a cerca é, muitas vezes, dominada por traficantes. E as drogas atingem todas as classes sociais, não é “exclusividade” dos mais pobres e nem de escolas de periferia, por exemplo – há muitos ( muitos mesmo!) colégios particulares caríssimos que omitem certos casos temendo a “propaganda negativa”.
E há um agravante: o tráfico de drogas só perde para a venda de armas e à pirataria no ranking das atividades ilegais mais lucrativas no mundo. É um negócio que movimenta US$ 400 bilhões por ano e mesmo com as políticas repressivas, não há prejuízo – para os barões das drogas, evidente. E o tráfico tem diversas ramificações, desde os morros e periferias das cidades às mansões em bairros nobres passando por escalões oficiais do governo e demais poderes constituídos.
Mas o que fazer efetivamente para ao menos reduzir o consumo de drogas como a cocaína, o crack, álcool e tantas outras substâncias? Há quem defenda a descriminalização das drogas, e gente “de peso” como o ex-presidente e pavão político FHC I e II, o insano; outros pregam maior repressão e penas pesadas tanto para traficantes como aos usuários; outros alegam que o estado não deve mais se omitir às suas responsabilidades na área social.
O autor deste blog, que só escreve bobagens, faz o convite aos seus 3 ou 4 corajosos e pacientes leitores e os convida para uma festa – podem ficar tranquilos que eu não vou chamar a “gente boa” do começo desse texto – democrática e passa a bola para vocês: o que fazer para reduzir o consumo de drogas no país?
Sigam-me na droga do twitter: www.twitter.com/jaimeguimaraess
No outro dia, eu fui parar
Presentes no local
O rádio e a televisão
Cinema, mil jornais
Muita gente, confusão”
Erasmo Carlos
Não é segredo para ninguém que a Bahia gosta de uma festa, vide o carnaval, micaretas, lavagens, procissões e o que mais aparecer de data comemorativa – ou não, parafraseando Caetano Veloso e o pensador Cleber Machado.
Mas tem uma “gente boa” abusando das “Festas de Arromba” por aqui. Em Feira de Santana, a 100km de Salvador, a polícia foi dar uma olhada numa festinha de aniversário que acontecia em uma elegante casa de eventos na cidade e prendeu mais de 100 pessoas, das quais 60 são traficantes ou tem alguma associação com o tráfico de drogas. A festança, que contava com a presença até de crianças de colo, tinha vários atrativos: som alto, piscina, cerveja, uísque e, claro, todos os tipos de drogas no melhor esquema “self service”.
Esta festa em Feira de Santana aconteceu dia 23 de Fevereiro, na terça-feira. Fato isolado? Que nada: como cantaria o vocalista do Chiclete com Banana, “é festa! é festa!”. Pois ontem, dia 24 de Fevereiro, quarta-feira, a polícia foi dar uma olhada em uma outra festinha, desta vez em Salvador, e o resultado foi 32 presos – sendo que 12 destes são “menores de idade”. De tanto dançarem o “Rebolation-chon-chon”, dançaram pra valer.
Ao invés do excelentíssimo governador do estado da Bahia se preocupar com propaganda e com uma ponte megalomaníaca ligando Salvador à Ilha de Itaparica – ao custo aproximado de R$ 2 bilhões – acho bom ele se preocupar de fato em construir presídios, porque se a “gente boa” continuar levando a sério a música “e vai rolar a festa”, vai faltar lugar para prender toda essa galera festeira.
É UMA DROGA!
Estes fatos incendeiam mais ainda a eterna discussão sobre uma política antidrogas no país. A simples repressão criminal parece não surtir efeito e é cada vez mais o número de pessoas envolvidas com drogas ilícitas direta ou indiretamente. Note: drogas ilícitas, como cocaína, maconha, crack. Desde que o homem iniciou sua trajetória neste simpático planetinha ele se envolve com drogas de todos os tipos, inclusive o álcool. Até na Bíblia encontramos relatos de porres históricos, como o de Noé. Sem falar em verdadeiras obras-primas artísticas que foram realizadas sob inspiração de estimulantes diversos. Tem música e livro por aí que é uma verdadeira “viagem”, mano! E até no seu simpático e suado dinheirinho: até 80% das cédulas de real no Brasil tem resquícios de cocaína, acredite se quiser e leia aqui - é bom colocar o link para que alguns doidos não saiam por aí cheirando as notas de real pra saber se é verdade ou não.
Evidente que a repressão criminal é obrigatória. No entanto é preciso haver políticas de prevenção mais eficazes do que simples outdoors espalhados pelas ruas e propagandas veiculadas na TV. A escola tenta desempenhar um trabalho preventivo/informativo, porém o ambiente que a cerca é, muitas vezes, dominada por traficantes. E as drogas atingem todas as classes sociais, não é “exclusividade” dos mais pobres e nem de escolas de periferia, por exemplo – há muitos ( muitos mesmo!) colégios particulares caríssimos que omitem certos casos temendo a “propaganda negativa”.
E há um agravante: o tráfico de drogas só perde para a venda de armas e à pirataria no ranking das atividades ilegais mais lucrativas no mundo. É um negócio que movimenta US$ 400 bilhões por ano e mesmo com as políticas repressivas, não há prejuízo – para os barões das drogas, evidente. E o tráfico tem diversas ramificações, desde os morros e periferias das cidades às mansões em bairros nobres passando por escalões oficiais do governo e demais poderes constituídos.
Mas o que fazer efetivamente para ao menos reduzir o consumo de drogas como a cocaína, o crack, álcool e tantas outras substâncias? Há quem defenda a descriminalização das drogas, e gente “de peso” como o ex-presidente e pavão político FHC I e II, o insano; outros pregam maior repressão e penas pesadas tanto para traficantes como aos usuários; outros alegam que o estado não deve mais se omitir às suas responsabilidades na área social.
O autor deste blog, que só escreve bobagens, faz o convite aos seus 3 ou 4 corajosos e pacientes leitores e os convida para uma festa – podem ficar tranquilos que eu não vou chamar a “gente boa” do começo desse texto – democrática e passa a bola para vocês: o que fazer para reduzir o consumo de drogas no país?
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