sexta-feira, novembro 25, 2011

Preconceito social e apartação

Certas notícias chamam a atenção por aparentemente serem absurdas, mas estas apenas refletem uma realidade muito presente na sociedade brasileira e que muitos preferem não admitir: o preconceito social.

Nos últimos anos algumas medidas econômicas e sociais possibilitaram a milhares de brasileiros oportunidades de consumo e estudo. No entanto muitos representantes da “velha classe média” sentem-se incomodados com isso: 48% acham que os serviços e as filas pioraram por conta do acesso à “nova classe média” - no caso a chamada “classe C”. E mais: 16,5% acham que “pessoas mal vestidas” deveriam ser barradas em “certos lugares”.

Estes dados foram divulgados através de uma pesquisa que coletou opiniões de mais de 18 mil pessoas pela internet. Que sejam contestados tais números e a metodologia de pesquisa é natural, ainda mais quando feita pela internet, mas o preconceito social existe, não é pouco e pode ser constatado facilmente no dia a dia.

Ser professor da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em um bairro periférico em Salvador é sempre um desafio. São homens e mulheres trabalhadores que deixaram de estudar há tempos por vários motivos – geralmente para ajudarem a família no sustento do lar - e que tentam retomar os estudos. São pessoas que estão em busca do tempo perdido, de maior qualificação e ainda fazem grandes esforços para continuarem na escola. Não é fácil trabalhar o dia todo em condições precárias na construção civil, por exemplo, e arrumar disposição para estudar à noite. E ouço alguns relatos revoltantes como este a seguir.

Uma aluna de 51 anos de idade – irei chamá-la de “Maria” – falta bastante às minhas aulas, no turno da noite. Perdeu algumas avaliações e veio conversar comigo. “Professor, não vou pedir para fazer as provas e atividades que perdi, vim apenas justificar o porquê de tantas faltas”. O motivo, como acontece na maioria dos casos da evasão escolar no período noturno, é o horário de trabalho, além do deslocamento em uma cidade com o trânsito cada vez mais caótico. É uma “pedra no sapato” da EJA e que as escolas muitas vezes não conseguem resolver.

“Eu trabalho em casa de família, lá na Graça”. Este bairro, da Graça, em Salvador, é a chamada “área nobre” da cidade, reduto de classe média-alta e classe alta. “Sou cuidadora de idoso, olho uma velhinha de 90 anos, mãe da minha patroa. Só que a patroa não tem hora pra chegar, então tenho que ficar por lá até a hora em que ela resolve aparecer. Pode ser 5 horas, mas pode ser 8, 9 horas da noite”.

Questionei se a Maria trabalhava com carteira assinada e se ela fazia também o trabalho doméstico. Além de não ter carteira assinada, não ficou acordado nem mesmo verbalmente que ela faria outra função além de cuidar da idosa. “A patroa é rica, professor. Mora na Graça, né? Tem outra empregada lá pra fazer o serviço de casa”.

Enxerido, perguntei para a Maria se a patroa sabia que ela estudava à noite e se não era possível encontrar alguma solução para observar a questão do horário. A resposta foi de estremecer:

“Ela nem faz caso, professor. Sabe o que ela diz? ‘Maria, na sua idade, você quer estudar pra quê?’; teve uma vez que a velhinha estava dormindo e como eu já tinha arrumado toda a roupa peguei o caderno pra tentar fazer o dever de Português. A patroa viu e disse: ‘Larga isso, Maria, que bobagem, uma mulher na sua idade ainda quer perder tempo com essas coisas, tá vendo que você não aprende mais nada? Por que você não ajuda Fulana* a passar a roupa?’. É assim que ela faz, professor”.

O pior de tudo é que a Maria revelou que a tal patroa é psicóloga. Para tentar aliviar o desconforto, recorri a uma gracinha: “Puxa, depois você me diz onde é o consultório desta mulher, pois quero passar bem longe: aposto como ela deprime os pacientes”. Ela deu um sorriso acompanhando de um “pois é” e continuou: “Eu não tenho ideia de fazer faculdade e virar doutora não, professor, mas eu quero continuar estudando porque quero desenvolver, às vezes leio umas coisas lá nas revistas, vejo umas notícias e não entendo. Quero entender, desenvolver!”, concluiu.

Este é um dos medos desta elite: que a Maria, o João, o Severino, o Pedro e tantos outros “desenvolvam”, consigam entender as coisas com maior clareza – e os métodos para impedir são os mesmos de sempre: humilhação, o velho tratamento “com quem você pensa que tá falando?”, descaso com a educação, manutenção de privilégios; um apartheid social, como faz referência o economista e hoje senador Cristovam Buarque no livro O que é apartação: “É a força dos ricos para impedir a distribuição de seus privilégios, ao mesmo tempo em que tentam manter a farsa de que são solidários e defendem a igualdade entre os homens”. Não poderia haver melhor definição para o que ocorre nesta jovem, tortuosa e desigual democracia.

22 comentários:

  1. Gostaria de agradecer aos meus leitores e comentaristas pela visita e pelas palavras!

    Ando um tanto sem tempo para visitar os blogs que eu gosto tanto - não queiram saber o que é a vida de um professor neste período de ano rs - mas em breve tudo entrará nos eixos por aqui e conseguirei organizar melhor o meu tempo.

    Aguardem - e isso é uma ameaça hahaha!


    Abraços e beijos! Até lá!

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  2. Então Jaime, esse assunto é polemico e revelador, realmente acredito que uma parte da tão dita elite lute para conservar o poder na mão de alguns e não colabore para a distribuição de renda, assim a educação que é um bem, senão o mais poderoso tambem passa a ser controlado. Veja o caso da Usp, o vestibular dela é o mais dificil, porem depois que entram na faculdade, os recursos com laboratorios e pesquisa são escassos, e todo mundo quer entrar na usp, mas so entra quem tem condiçoes de ter uma boa base escolar...e pobre não tem isso !
    controle..como diz Marcuse..aparelho repressor do estado e da iniciativa privada !

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  3. Muito bom o texto.O que é lamentável é saber e,muitas vezes,sentir na pele o que é a esta tal apartação e preconceito social.Enquanto estudando de Serviço Social,situações como esta e tantas outras acabam por motivar-me no enfrentamento da 'questão social' brasileira.
    Quando a 'Maria' revelar-lhe o nome da tal patroa-psicóloga(eca!),me avisa logo,pois sabe como é:vida de professor não é nada fácil e vez ou outra temos que recorrer á terapias.E desta 'profissional' quero passar bem longe!!!
    Abraço querido!!!

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  4. Jaime,

    Os alunos do noturno são os mais aplicados, isso é que é de dar dó. Enquanto o turno da tarde é mó lesera.

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  5. Oi Jaime
    Ótimo o seu texto.Mas é muito triste saber desta realidade.
    Já trabalhei a noite com adultos, que período maravilhoso da minha vida de professora.Até hoje esses ex-alunos são meu amigos e me visitam,é muito gratificante.

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  6. Olá, professor.

    A história da aluna Maria realmente nos consterna.
    Dá-nos até revolta, porque a vida vai passando e a gente espera por um mundo melhor, mais fraterno, aos nossos olhos que sempre esperaram a expansão da fraternidade.
    Mundo velho, que conhece sua história desde os achados arqueológicos da era primitiva.
    Entretanto, para não apregoar somente a lástima, tenho esperança de que a vida tenha algum sentido altruísta, que tudo não passe de um processo de evolução, onde cada um de nós, em nossa busca de entendimento, encontre amparo na visão não apenas materialista para entendê-la, porque o que vemos acontecer é algo ainda primitivo.
    Um abraço, professor Jaime. Desculpa-me a forma de abordar o assunto e sua extensão.

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  7. Acho que quando Joaquim Nabuco disse que a escravidão permaneceria por muito tempo como a característica do Brasil, não poderia ter acertado tanto. A diferença é que a chibata agora é outra...
    A patroa da dona Maria deve ser uma daquelas pessoas que ficam enfurecidas sempre que veem uma reportagem sobre revindicações/conquistas trabalhistas de trabalhadores domésticos. Imagina que absurdo!

    bjohnny!

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  8. Está úlitma definição do que é apartação resume o significado complemto de seu texto.
    Quem é abastado na situação atual, não quer ver sua posição abalada por um "Qualquer", como dizem uns. Parece que essa gente esnobe se sente humilhada ao ser posta no mesmo nível de alguém honesto e digno.
    Outro fator importante para que essa situação se mantenha é que, assim, com o povo sem conhecimnto necessário, não há desenvolvimento do pensamento crítico. Então políticos corruptos continuam sendo eleitos e comprando votos com esmolas, se aproveitando da probreza e simplicidade alheia.

    Muito bom seu texto. E nos faz pensar nesse assunto. Abraço e tenha um bom fim de semana.

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  9. JAIME GUIMARÃES... Jaiminho querido!!! Eu entendo perfeitamente essa falta de tempo! Como falei para a Cissa, o problema é [quase]geral! Epidemia!!!! Rsrsrsrsrsrsrsrs ... Provas para corrigir? O.O ... para mim, a parte mais puxada e difícil!!! Fiquei feliz por vc ter achado um tempo, mesmo com essa falta de tempo(poderia virar travalíngua), para escrever-me...

    Aos defensores da moral e bons costumes meu total escárnio... essa semana fui “levemente atacada” (???) por essa corja... digo, levemente, pq as pessoas, de certa forma, não falam na minha cara. Sinal de que, ou tem medo de mim, ou me respeitam! Dou liberdade para quem merece ter liberdade de falar comigo...rsrsrsrrsrsrsrs... Como eu disse no facebook, esse moralismo barato e falido me irrita profundamente. Mas, preciso aprender a ignorar totalmente essas coisas, sabe!? Hahahaha ... concordo plenamente qto ao “monstrinho” escondido nessas pessoas. Eu tenho uma amiga(Karla, a cheiradora de livros...rs) que falou assim, dias atrás “Joicy, essas pessoas sentem tanta vontade de sentir essa liberdade que tanto criticam, mas, não “podem” por conta desse moralismo todo, que se sentem frustradas! Aí qdo se “libertam”... acabam se lambuzando no melado” ... Tbem tenho medo dessas pessoas!

    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk... uma pessoa que se diz cinéfilo e nunca assistiu nenhum dos clássicos que vc citou? No máximo ele é um apreciador de filmes, e olhe lá. Ah nem... te chamou de alienado? Ele, com certeza, nem sabe o significado dessa palavra!
    Como disse a queridona Ruth Rocha, o que seria do azul, se todos gostassem do amarelo!? [Apesar que tem uns gostos por aí, que me matam!! Kkkk... tipo... é... tipo... Restart e companhia LTDA! Hahahahahahah... pelo menos eles não tem preconceito com cor alguma!O.o] #ProntoParei ... Vc tííííímido? Nossa... falei dia desses que eu era uma criança tímida e que de vez em quando, essa timidez ainda vem à tona... riram de mim!rsrs Acho que foi o mesmo espanto que tive agora... mas, não ri de vc! :) ... acredito! (desculpe minha sonseira, mas o que é MAD? Rsrsrs...)

    Deixa eu te contar um segredo sobre minha recente(não tão recente assim) paixão por Ebooks...há dois anos eu tive um acidente de moto e fiquei 35 dias de licença médica. Foi um acidente feio e não consegui sair de casa, durante algum tempo. Então, fiquei em casa, morgada, sem nada pra fazer. Comecei a ler e reler todos os livros que eu tinha disponíveis. Aí comecei a ler Ebooks, pois os impressos já tinham sido cheirados, tocados e devorados...rsrsrsrs ... Um ano depois(quase exatos), sofri ooooouuto acidente de moto... kkkkkkkkkkkk (sem piadinhas infames, please)... PS. Me disseram que foi castigo, pois eu estava saindo para o movimento de GREVE...heheheeh O.O ... Mas, nada grave. Não mesmo... porém, quebrei a clavícula e fiquei mais 30 dias imobilizada. PS 2. Passou mais de um ano e nenhum outro incidente aconteceu! Kkkkkkkkk... depois disso, posso participar de corrida de MotoCross! Virei motociclista expert... sempre prudente, claro!hehehe Enfim, continuando (me empolgo), foram mais 30 dias lendo e assistindo filmes e séries... mais Ebooks. Acabei me costumando.

    continuando, abaixo...

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  10. Continuação...

    Caramba, Jaime... síndrome de burnout!? Tenho o mesmo problema em relação ao perfeccionismo. Sou muito empenhada em sempre obter o sucesso em tudo o que faço no trabalho. Com o tempo, precisei começar a me cobrar menos e dar mais tempo para outras questões, como minha família. Justamente para não ter os problemas que seu amigo teve. Quem sabe até memso um divórcio pela frente... Hoje eu continuo sendo uma ótima profissional(e a modéstia foi pra onde?rs...) mas parei de carregar o mundo nas costas. Tenho aproveitado mais os prazeres que a vida me oferece! Ano que vem, com a dobra de carga horária, manhã e tarde, quero continuar organizando meu tempo na escola, para não me sobrecarregar em casa.

    Vc não curte tanto metal mas ouve Slayer!!?? Caramba!!! Pesadooo!! rs Legal demais... meu marido é simplesmente fã deles(com direito a ir em shows)...
    aiaiai... reunião demagógica é o que maisssss há... acho que é outra epidemia. O.O Boa pedida de som para esses dias... acho que o ideal seria, inclusive, colocar para tocar durante as reuniões. Kkkkkkkk... pra acabar logo com a... #ProntoCalei

    Olha só, justamente esse casamento entre o “romance” e o contexto histórico que enriqueceram muito o livro/filme “A insustentável leveza do ser”... Kundera foi muito feliz com o resultado e fez com que nós leitores ficássemos muito felizes, tbem!
    rsrsrs ... A FITA, poderia ser titulo de um filme! Hahaha ... choro de rir relembrando as coisas “antigas”... dia desses falei com alguém por aqui, que sou do tempo em que, qdo comecei a usar computador, DISQUETE era artigo de luxo... hahahaha... Caramba, melhor parar por aqui...

    Poxa, vc vem me falar que só assistiu KIKA, de Almodóvar? O pior filme dele, em minha opinião! Kkkkkkkkkk... é engraçado... mas, muito ruinzinho! Tem dois filmes dele que eu adooooro... chamam-se “Tudo sobre minha mãe” e “má educação”.

    Vc me apresentou Ambrose Bierce e eu fui correndo conferir... gostei do que li. Há muito de humor negro nele e em seus escritos, né!? DicaFicou. Gostei! Vou conferir mais sobre ele.


    AGORA, SOBRE SUA POSTAGEM, nossa, Jaime... você trouxe à discussão um assunto muito pertinente.
    Logo que li que “48% acham que os serviços e as filas pioraram por conta do acesso à “nova classe média””... peraí... a reclamação não deveria ser de outra forma e para outro grupo? Quem deve oferecer essa melhoria? Aqui sim cabe o real significado da palavra “alienado”... rsrsrsrsrs... estou rindo para não chorar, ok!?

    Essa pedra no sapato do EAJA é geral, né!? Por aqui vivem ameaçando fechar escolas noturnas por conta da evasão. Esse problema é sério e precisa de políticas públicas para que a face mude.

    Mudar a visão de pessoas como a patroa da “Maria” é mais difícil! Fiquei emocionada com a história dela. Qtas outras Marias não temos por aí, né!? Vc dá aulas para os adultos, eu dou aula para os pequenos, atualmente 2o ano, crianças de 7 anos. Sua história me fez lembrar de uma mãe que recebi tempos atrás. Sua filha estava com muitas dificuldades, principalmente nos aspectos da leitura e escrita, e estávamos fazendo atendimento individual para que ela superasse essas dificuldades. Ela me disse o seguinte: Professora, quero que minha filha estude e seja alguém na vida. Ela está com dificuldade e eu não posso ajudar porque não sei das coisas. Mas, obrigada por você se preocupar com a dificuldade dela e querer que ela avance. Eu não quero que ela se torne como eu... eu já passei do tempo. Já estou vencida na validade(juro que ela usou essa expressao) pra estudar. Mas, minha filha não. Ela pode ter algo diferente! Ela pode ser alguém diferente!
    Esse relato mostra o qto esse modo de pensar da “ patroa” da D. Maria é internalizado por muitas pessoas. Espero que isso mude. Eu ainda acredito nessa mudança! Utópica, eu? Talvez! :/


    Grande beijo e excelente final de semana...

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  11. Kid Jamininho!

    Demorei, mas vim.
    O problema de chegar atrasado é que todo mundo já comentou sobre tudo que você iria comentar, então temos que ser o mais original possível nessa hora, como?

    No caso da Maria, chegar atrasada está atrasando a vida dela, que de outra forma, já está atrasada mesmo, e tudo isso é um atraso de vida!

    Atraso de vida que interessa a quem detém certo tipo de poder, seja os governantes, um chefe, a patroa da doméstica, enfim..., povo menos esclarecido não fica pedindo aumento, se organizando em movimentos, ou greves.

    Excelente post, como sempre, prefiro atrasar para vir aqui, mas ler com calma na madrugada!

    Beijinhos e te cuida:)
    Vê se descansa um pouco, garoto!

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  12. Querido professor, eu também estou cheia de afazeres*, é uma época em que trabalhamos muito, eu me emocionei com o texto, ótimo!
    ... Sem palavras, a moça acima disse tudo, esse atraso interessa a muitos#;
    conseguiste colocar tão bem a questão da Educação, e quanto à Maria e tantas outras eu me coloco no lugar dessas pessoas, tão ávidas de saber,
    a impressão que tenho é que existe uma muralha a dividir esse nosso povo brasileiro.
    Lutemos, nós, os professores, temos que dar o exemplo, incentivar essa gente a ler, a se comunicar...
    Parabéns pela postagem e obrigada por partilhar tua sabedoria conosco, a gente sempre tem muito a aprender, eu fico feliz quando vejo que há professores assim como você. Beijos, obrigada, mais uma vez, sou sua admiradora.
    Mery*))

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  13. Jaiminho,
    te passei e-mail pelo meu Terra, hoje, domingo, com abstinência de Coca Zero!!!!! rrrrrrrr
    O Hotmail não pegou de jeito maneira! :)
    Beijusssssss

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  14. Grande Jaime, acho que o que mais apavora um certo pensamento elitizado (e enraizado) no Brasil é a perspectiva de igualdade social. O que vai manter suas poses de melhores, de mais, de superiores se o povo começar a falar e agir de igual para igual? Quando as pessoas começam a se aproximar de uma camada social em termos materiais, a camada de cima logo dá um jeito de se diferenciar de outa forma. E a preferida de nossa elite é através da segregação social. Como dizia Cazuza, a burguesia fede.rsrs. Abração, meu amigo e ótima semana.

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  15. Vixi!!!!
    Voltei Jaiminho para te agradecer ao comentariãoooooooooo por lá, achei que o tinha feito.
    Você o fez no intervalo de seu trabalho, fiquei com dó, Jaime.
    Tem que se alimentar menino! Fazer o lanchinho pelo menos, com Coca Zero, claro!
    Grande beijo :)

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  16. O comportamento da patroa da Maria é um exemplo do temor que a elite (seja elite mesmo ou do pobre deslumbrado que pensa que faz parte dela) perca o seu status de dominação social. Eles não suportam que pessoas "inferiores" cresçam de alguma forma, socialmente ou intelectualmente. Não é a toa que educação de qualidade é só para quem poder pagar e quem não pode, que se vire nas escolas públicas e tenha chances bastante reduzidas de entrar em uma faculdade. Não é a toa que eles são contra qualquer tipo de ações afirmativas, etc... Educação é poder.

    Atitudes como essa somadas a segregação entre os próprios pobres reforçam o pensamento medieval sobre o destino de ricos e pobres: pobres nascem e morrem pobres, ricos nascem e morrem ricos.

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  17. Obrigada novamente pelos comentários, amigo, são mais engraçados que meus posts! rsrs
    Grande abraço!

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  18. Parabéns pelo Texto, linkei no Humor!
    Bjs e ótima semana!!

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  19. História trágica (conheço um monte delas, iguaizinhas), texto lindíssimo. Bjs!

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  20. Muitas pessoas, como os próprios governantes, preferem que as coisas fiquem como estão, em matéria de desenvolvimento humano. Como se vai conseguir uma empregada doméstica se todas conhecerem bem seus direitos e se tornarem mais preparadas para a vida? Lamentável o que narrou. A mulher de 51 anos pode, aos 60, estar terminando uma faculdade. E a satisfação pessoal ficará além de qualquer questão econômica. Servirá para estímulo a filhos e outros familiares. E teremos mais uma brasileira consciente de seus direitos e deveres.

    Obrigada por retribuir a visita. Foi uma satisfação conhecer seu blog. E deve isso à Cissa (rss).

    Bjs.

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  21. Nossa vc escreve muito bem parabéns pelo texto .Infelizmente o Preconceito social ainda existe. Quando eu estagiava em uma empresa pública escutei o chefe do setor em que eu trabalhava falando : "Concurso de gari tá aberto quem se abilita?" com ar de deboche detalhe ele é professor de uma faculdade pública aqui no meu estado.Meu ex-chefe também tinha esse pensamento ia fazer uma prova para uma faculdade pública e fez a seguinte piada:"Acho que eu vou pegar isenção?" e ele mesmo respondeu: "Não eu não mereço tanto..."

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