Enquanto a gripe suína e o Sarney continuam dominando as pautas jornalísticas e a opinião pública, há notícias que deveriam interessar e que merecem maiores reflexões. No entanto, elas acabam “ficando pra escanteio”.Um artigo da CEPAL ( Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe) divulgou um estudo com jovens latino-americanos que traz uma constatação preocupante: estes jovens estão perdendo a fé na escola e no trabalho como ferramentas de ascensão social.
Não é pra menos. No Brasil os exemplos de ascensão social dificilmente estão relacionados ao estudo e à qualificação profissional. Jogadores de futebol, pagodeiros, dançarinas, modelos...na sociedade “fast-tudo”, o que importa é a rapidez com que se alcança a fama, o sucesso e os bens materiais – e nestes casos os fins justificam os meios.
A POSTURA DA PROFESSORA
E a escola neste panorama? A escola, do jeito que está, não é atrativa para ninguém. Nem para os alunos e tampouco para os professores, tanto que aqui na Bahia, apenas para citar como exemplo, temos um verdadeiro “apagão de professores”.
A coisa só piora quando alguns docentes assumem posturas condenáveis. Dê uma olhada no vídeo a seguir:
Convenhamos: uma mulher que se presta a tal “espetáculo” com uma “música” que tem como refrão “a piriguete anda com o fio só todo enfiado, todo enfiado, todo enfiado, todo enfiado” não se valoriza. E a coisa só piora quando esta mulher é professora de educação infantil.
Ela estava fora de seu trabalho e o que a professora faz em suas horas de lazer ou em sua intimidade não é problema de ninguém. Isso é verdade. Mas é verdade também que o professor ainda é uma figura pública, mesmo que a carreira esteja desgastada. Não se trata de imitar a Madre Teresa ou recolher-se a um convento. E tampouco de “falso moralismo hipócrita” (que diabos é isso?) mas é necessário manter uma postura digna para se valorizar como ser humano, mulher e profissional.
Quais os valores que esta mulher pode ajudar a passar para crianças entre 5 e 7 anos de idade se o discurso docente está dissociado de sua prática, mesmo cotidiana? Ela pode até ser uma excelente profissional, mas que credibilidade terá junto à escola e à comunidade ao se expor de maneira absolutamente vulgar e depreciativa?
A professora foi demitida da escola, mas não parece preocupada com o emprego (apesar de afirmar que está "arrependida) pois já aparece em programas (de TV) e em breve, quem sabe, deverá consolidar a carreira de dançarina ou tirar a roupa por aí; tanto ela quanto o “vocalista” do “todo enfiado” já experimentam seus 15 minutos de fama local e a “música” é sucesso absoluto na capital baiana.
Este é o grande problema. Quando alguns professores também se deixam levar pelos processos atuais de “ascensão social”, é difícil manter a fé.
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Fotolog: http://www.fotolog.com/jaimeguimaraes


O legal desta guerrinha entre a Rede Globo e a Record/ Igreja Universal é que descobrimos os podres dos dois. E o mais interessante é que cada um adota “o compromisso da verdade”. Dá até para se emocionar com este exercício de “imprensa livre”.

