segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Fábula de hoje: O castelinho

28 - 40 - 42 - 54 - 55 – 57. Assim não dá. Vai ter sorte assim sei lá onde! Acertar esta sequência aí não é pra qualquer um, tem que ter muita sorte. Nem sei porque insisto em loteria, já que nem rifa de liquidificador usado eu ganhei. Mas ao menos acertei o 28, o que já é alguma coisa pra quem não acertava um número sequer. Se eu fosse o João Alves, acertaria fácil, fácil na loteria. E nem precisava ser 200 vezes.

Por falar em João Alves, loteria, dinheiro, sorte, tenho aqui uma fábula muito bonita que eu gostaria de compartilhar com vocês. Chamem as crianças, coloque-as na frente do computador ou, melhor ainda, imprima esta fábula e leve a garotada para um parque ou jardim. Leia em voz alta.

O CASTELO*
Era uma vez, em um distante reino chamado Zilbra, um casal muito pobre que teve oito filhos. Um desses filhos era o pequeno Dimarzinho, que se destacava dos demais irmãos graças à sua coragem e inteligência.

Um dia a família de Dimarzinho fez uma longa viagem cruzando boa parte do reino até chegar ao mar. Dimarzinho ficou encantado com a imensidão do mar, mas gostou mesmo foi de brincar na areia, onde construiu vários castelinhos.

- Um dia terei meu próprio castelo, bem grande!, disse o Dimarzinho.

Já crescido e agora conhecido como Dimar, conseguiu ingressar nas forças de segurança da província General Mines e chegou rapidamente ao posto de capitão. O capitão Dimar era louvado por defender as nobres donzelas da província dos mais terríveis vilões e monstros, não poupando esforços e homens da guarda para correr em auxílio das nobres quando estavam em perigo. Foi assim que conheceu e casou-se com a encantadora e humilde Jujuzinha.

Dimar resolveu respirar novos ares e mudou-se para a província de Saint Paul, a mais rica do reino, a terra das oportunidades. E graças à sua inteligência, ao seu cuidado em escolher somente as boas companhias selecionando amigos corretos e confiáveis e demonstrando habilidade em cálculos e leis, tornou-se milionário!

Mas isso era pouco para Dimar. Sempre ao lado de figuras honestas e de caráter acima de qualquer suspeita, tornou-se membro do Legislativo de St.Paul, cargo de alta importância. Sua habilidade e principalmente a retidão em lidar com as finanças dos serviçais e aposentados da província tornaram-no querido em seu círculo de amizades.

Mesmo milionário e muito bem conceituado na sociedade, Dimar andava infeliz. Faltava alguma coisa em sua vida. Precisava de algo grande, que o tornasse reconhecido em todo o reino. Então a encantadora e humilde Jujuzinha sugeriu:

- Benhê, faz um castelo pra mim, faz...

Dimar lembrou-se de sua infância, naquele dia na praia, onde jurara que iria construir um castelo, bem grande. Era um sinal do destino! A hora chegou: teria um castelo, bem grande, imponente, onde iria abrigar sua encantadora e humilde esposa e filhos.

E construiu. Com muita luta e suor, estava erguido o maior e mais luxuoso castelo do reino. Não havia outro castelo que rivalizasse ao castelo de Dimar e Jujuzinha. Seus amigos queriam dar-lhe a coroa da província e até do reino. Mantendo sua inabalável humildade, recusou. Mas em uma prova de generosidade e de amor, deu o castelo de presente ao seu filho, o príncipe Leozinho, que já segue os caminhos do pai e é também membro do Legislativo na província de General Mines.

E assim viviam felizes Dimar e toda sua família em um lindo castelo com jardim e 32 suítes! Esta fábula poderia chegar ao fim com o bordão “e viveram felizes para sempre” se não fosse a visita da bruxa malvada, que lançou um terrível feitiço e transformou o nobre Dimar em Edmar Batista Moreira, o DEMônio.


* Não é o do Kafka, mas teve agrimensor para ajudar na construção. E ninguém entra.

Bem, é isso aí, pessoal. Gostaram da fábula de hoje? Acho que é muito didática para as crianças e jovens de nosso país, afinal “o segredo” é fazer tudo... em segredo, ora! Essa historinha não termina aqui. Qual será o destino do pobre Dimarzinho, transformado em DEMo pela bruxa má? Acompanhe nas páginas...policiais.

13 comentários:

  1. Adorei a crônica e a idéia do blog. É o tipo de blog que curto visitar.

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  2. Hehehehehe, excelente fábula na tela, embora não seja assim tão feliz nas encantadoras e humildes terrinhas de General Mines e Saint Paul. :-) Ótimo blog! Beijos e muito sucesso!

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  3. depois disso tudo, o castelo serve de palco para o casamento de celebridades brasileiras onde o barraco não é evitado.
    ronaldinho e cicarelli.
    AEUHAeuAHEUAheuAHEUAheuhAUEHUahe

    --
    www.moolegal.wordpress.com
    porque alguém tem que dizer!

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  4. Eu rachei... Achei que ia ser uma histórinha boba e tosca... mas no final achei muito foda... Muito bom texto e bela visão de colocar uma sacanagem num texto tão inocente

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  5. O pior é que agora Edmar e o filho não querem a propriedade no nome deles para não pagar impostos, acho que li sobre isso numa revista dessa de consultório (Veja, Istoé, Época). Mas sobrou para o filho que declarou o valor dela, 17.000 pratas... que graça. nessa proporção por 50 centavos eu levaria todo o Bairro do Alto aqui em Terê, com a CBF e tudo

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  6. Bom dia!

    Se gostei da fábula?

    Primeiro de tudo: adoro fábulas!
    Segundo: Não conheço alguem que contaria esta história de forma melhor, está perfeita.

    Acho que esta história vai se prolongar durante muito tempo, inclusive, quem sabe, o protagonista traga novas revelações e, quem sabe, vai dar para fazer um livro: "As aventuras de DIMAR - simplesmente DEMais!".

    hihihihi...


    Em tempo:Passei para lhe avisar que lhe indiquei para receber um selo.

    Passe no 'Garota Pendurada' para resgatá-lo.

    Kiso

    http://garotapendurada.blogspot.com/

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  7. HAuahuaHuaH Não teve um ser humano normal que não tire sarro dessa história do castelo, impressionante como ainda nos deslumbramos com a canalhice de nossos políticos.

    E sobre o lubrificante. O que vc esperaria daquela que é cidade com a maior parada gay do país? tome-lhe lubrificante! =D

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  8. Achei bem interessante a fábula. =)

    E acredite, você não é o único a acertar um só numero na Mega-Sena!
    haushuahsuaushuhauhsauhs


    Obrigado pela visita ao meu blog. =)

    Beeeeeeeeeijos

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  9. Ainda bem que na sua crônica a bruxa foi ótima!

    Vallllllleu!

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  10. Hhahahaha, muito bom! Sarcástico e crítico, isto é importante!
    Tem um presente pra vc no meu blog!

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