sábado, fevereiro 11, 2012

Página 209 ( ou conto de final de férias ou sobre a volta ao trabalho ou sobre Sísifos modernos)


No mito grego, Sísifo luta para rolar uma grande pedra para o cimo de uma colina, que então rola pelo outro lado abaixo. (...) Para os antigos, o trabalho infindável era a marca de um escravo.”
GRAY, John. Cachorros de palha: reflexões sobre humanos e outros animais. 7ª edição. Rio de Janeiro: Ed.Record, 2011.p.209 

6:30 da manhã e eu olho para o relógio com amargor, mas não deveria: há pouco tempo eu acordava 1 hora antes a fim de me preparar para mais um dia de trabalho e pegar aquele ônibus sempre lotado. Enfim, comprei um carro - um modelo popular – e é por isso que eu posso me dar ao luxo de dormir 1 hora a mais. Esta “horinha a mais” de sono tem seus custos: os impostos, o seguro, o combustível e as suaves 36 prestações do financiamento.

Não preciso de muito tempo para me arrumar: a barba, o banho, um rápido café da manhã e já estou pronto. A vantagem que nós homens temos em relação às mulheres é que basta calça, camisa e sapatos sociais para ir trabalhar. Não gasto tempo escolhendo o que vou vestir: basta que esteja limpa e passada. Só preciso lembrar de levar as roupas à lavanderia. Sim, moro sozinho em um pequeno apartamento e tenho que me virar com essas coisas.

O trajeto de casa ao trabalho não levaria mais do que 25 minutos feito de carro, mas sempre há congestionamentos. O rádio é sintonizado o tempo todo na estação de notícias para saber sobre o trânsito. Geralmente são 45 minutos até que eu chegue à empresa e assuma o meu lugar no escritório.

Não sou nada de mais por lá. Entrei na empresa ainda estagiário, enquanto cursava Administração de Empresas. O salário não é lá essas coisas, mas para quem é solteiro e tem poucas despesas, não tenho maiores queixas. Passo o dia todo lidando com planilhas, tabelas, cálculos, essas coisas. Não é o melhor ambiente do mundo para se trabalhar, mas pelo menos ninguém atrapalha e é a rotina de sempre. Não tem muita conversa entre os colegas e nem muitas intimidades. Confesso que gostaria de conversar mais com a Rosa, a secretária, mas sei que as intimidades ela tem mesmo é com o filho do patrão, um mauricinho meio palerma, mas como é filho do homem, é tolerado.

Com os demais colegas só converso alguma coisa na hora do almoço. É sempre no mesmo restaurante, perto da empresa – e também por ser o local mais barato. Tem uma TV ligada por lá e a conversa, claro, descamba sempre pro futebol e para a política. Como eu levo a sério conselhos do tipo “futebol, política e religião não se discutem”, faço breves intervenções - geralmente inofensivas - e termino meu almoço, tomo um cafezinho e volto ao escritório, onde ainda tenho mais algumas horas de trabalho.

Na volta para casa durante o horário de pico levo 1 hora para percorrer o trajeto. Tanto faz se terá congestionamento ou não, o caminho da volta é o mesmo de sempre. Tento relaxar ouvindo alguma coisa do Lou Reed ou Pink Floyd no carro. Antes de chegar em casa uma rápida passada na Padaria para comprar o jantar: pão, presunto, talvez um suco destes em caixinha. Sabor uva, de preferência.

Ao chegar logo me livro das roupas e tomo um banho. E em seguida tenho o meu lauto jantar, que não varia muito – às vezes faço um miojo, que é rápido e não dá trabalho. Nos finais de semana eu almoço ou até janto na casa da minha mãe ou da minha irmã. E elas reclamam que eu preciso encontrar alguma mulher para casar logo, afinal já passei dos 30. Penso que talvez elas tenham razão, mas não está fácil, ninguém arruma mais tempo nem pra namorar. Seria bom ter alguém com quem conversar na volta para casa.   

Esqueço essas reflexões, lavo os copos e as facas que ficaram na pia, limpo a mesa, passo a vassoura rapidamente no apê – deixo o trabalho mais pesado para a diarista que aparece aqui aos sábados -  e vou para a sala assistir a um pouco de TV. As notícias de sempre nos telejornais, as mesmas tramas nas novelas, nada muda. Sempre sintonizo nos canais de filmes e séries para passar o tempo, pois é a melhor opção que eu tenho – não sou chegado à leitura e não acesso internet em casa, pois passo o dia inteiro na frente do computador. 

Hoje está passando (de novo) “Tempos Modernos”, do Chaplin. É muito divertido e fico pensando em meu emprego, mas procuro não pensar muito no que faço. Pode não ser o melhor emprego do mundo, eu sei, mas é o que tenho e me dá alguma segurança. Quem sabe, um dia, as coisas não melhorem? Sempre nos recomendam esperança em dias melhores, mas apenas faço o meu trabalho e assim vivendo.  

Depois do filme e de uma destas séries americanas – um jovem rico que mal trabalha, se é que trabalha, e pega todas as garotas em uma mansão na praia -  me dou conta que já são quase 11 horas e é hora de dormir. Ajusto o alarme do relógio para disparar às 6:30. Amanhã começa tudo de novo – e rigorosamente igual. Boa noite e até.  

Sábado, 04 de fevereiro de 2012 04h42min

37 comentários:

  1. Jaime Bond,

    te ofereço uma pequena dose de vodka-martini, batida, não mexida, tá bom?

    Agradecida por tudo, senhor 007!
    Volto para doses maiores e um comentariãoooo...

    Cissa Andress

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    1. Cissa Andress,

      uma pequena dose neste horário vai bem. Mas não precisa ter pressa, Bond Girl: a noite também é propícia para embebedar com as palavras!

      Grato também, Bond Cissa Andress! :)

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  2. Jaime,

    Pelo menos pegando o humilhante há mais interação humana; carro parece mais triste, apesar do conforto aparente, que custa caro.

    abraço fraterno
    Marcos

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    1. Às vezes é interação DEMAIS, Marcos! rs

      Enfim, os prós e contras!

      Abraço

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  3. E muitos assim caminham, na rotina diária, onde se sabe, antecipadamente, cada passo que vai ser dado. Eu me vi em seu texto, nos meus primeiros anos em São Paulo. Antes de fazer amizades no trabalho, precisava conhecer um pouco mais as pessoas, para definir com quais delas valeria a pena estabelecer vínculos extra-profissionais. Ao chegar em casa, ligava a TV, não para assistir, mas para ouvir um som, enquanto realizava outras tarefas. O salário era suficiente para pagar a faculdade, desde que não assumisse outros compromissos. O carro ficava reservado para utilização em caso de necessidade, porque não dava para pagar prestação, estacionamento, gasolina, seguro...
    Não vejo essa narrativa como descrição de infelicidade porque nem todos podem se dar ao luxo de morarem sós, dirigirem seus focos para onde desejarem, conduzirem a própria vida com dignidade.
    Essa independência tem inúmeras vantagens, como "contar moedas" para aprender a viver.

    Bjs.

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    1. É verdade, Marilene, há estas vantagens que você citou em morar e estar só. O problema é quando "estar só" se torna uma rotina - e a partir disso a acomodação chegar. Bem, estamos sempre em busca de algo, não é verdade?

      Bjs!

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  4. Também me identifiquei muito com o seu texto; até parece que fui eu que escrevi...É bom escrevermos o nosso viver*...o trabalho da gente parece ser tudo na vida, é o que penso.
    Sabe que sinto tédio nas férias, sinto falta da criançada, dos colegas, da conversinha nos intervalos; sou exatamente como você: moro só, agora com uma menina, mas ainda não consegui a adoção, a "burocracia é algo lamentável...
    Adorei vir aqui te ler, estou voltando devagar' Sabe " aquela preguicinha das férias.
    Beijus, até mais, segunda-feira começa aqui o ano letivo nas Escolas Públicas, fim de férias, e "começar de novo...rs

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    1. Oi, Mery! Bom te ver por aqui novamente! :) Sei como é a preguicinha das férias rsrs E segunda-feira tudo recomeça por aqui também!

      Bom, hoje passamos a maior parte do tempo no trabalho e convivendo com os colegas de empresa/emprego/instituição... é natural que tenhamos alguma saudade, né? Ah, este aí no texto não sou exatamente eu, mas tem algo sim...hihihi

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  5. Esqueci de dizer que a imagem é hilária, e real também.
    Pobres de nós" Essa pedra que vai rolando diz tanto do trabalhador brasileiro...!
    bjuss

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  6. Cara, essa rotina é o câncer da humanidade. Hoje em dia com o aparato da internet, caímos ainda mais nela. Perdemos o contato afetivo, resolvemos e combinamos tudo por redes sociais, etc.

    Não sou saudosista nem nada, acho que a internet veio para agregar MUITO as pessoas, porém somos extremistas em tudo, e com a internet acabamos nos isolando de um mundo real (ou algo assim).

    E esse transito puta merda, é o mal de toda metrópole!

    Gosto muito de contos sobre o cotidiano que nos cerca, ainda mais quando é bem escrito e descrito ;)

    Abraçãoo

    ----
    Site Oficial: JimCarbonera.com
    Rascunhos: PalavraVadia.blogspot.com

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    1. Fala, Jim!

      É que um dos fascínios da internet - e das redes sociais, mais propriamente - é que as pessoas podem "moldar" suas personalidades de acordo com conveniências ou desejos. E nessa história não são poucos que vivem em um "mundo paralelo", afastando até do "mundo real", digamos.

      Olha, o trânsito em qualquer metrópole é de fato um câncer que já chegou à metástase aqui no Brasil. É quase um colapso, um apocalipse motorizado.

      Rapaz, vindo de um grande escritor estas palavras são incentivadoras! Muito obrigado mesmo! :)

      Grande abraço!

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  7. Lendo esse maravilhoso texto,me veio a mente a música "Um trem para as estrelas",de autoria de Gilberto Gil e Cazuza.
    Então..essa é a vida.
    Por mais que nos encontramos imersos em seres humanos,estamos ilhados em nossa própria alma.Há um cotidiano dentro de cada um de nós;o que nos é inato,imediato;o que nos é insanamente visceral.
    A vida em si é drama,mas nunca devemos deixar de olhá-la em forma de poesia.Novos paradigmas em cada levantar.
    Beijão,Jaime!Um excelente final de semana.Dani.

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    1. Oi, Dani! Obrigado! :)

      Ou encontramos a poesia na vida ou permanecemos neste "circuito fechado" da rotina que acaba sufocando e até acomodando. É por isso que precisamos de artes, é por isso que precisamos de humanidades sobretudo nas escolas - e não perder a sensibilidade que nos deixa à mercê de um sistema que só nos enxerga como "peça de reposição".

      Beijo, Dani! Pra você também, ótimo final de semana! :)

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  8. Jaime Bond!

    Agora uma superdose de vodka-martini, batida, não mexida, pode ser? :)

    Esse teu texto, (conto, aliás muito bem-escrito, que tenho que te dizer, há um domínio da técnica senhor Bond!), tem tudo a ver com uma coisa que estava escrevendo ontem em função da música: Esquadros, da gaúcha conterrânea Adriana Calcanhoto, conhece? Deixo aqui o link:
    http://www.youtube.com/watch?v=UG_rkMvS0fE

    Que tem uma leitura mais ou menos assim, e acaba complementando esta tua ideia/realidade, que somos condicionados a ver tudo sobre "esquadros" medidos em ângulos, e acabamos por nos aprisionar nisso, mas também nos afazeres que nos escravizam e tornam soberanos o TER e o FAZER, e em poucos momentos conseguimos SER.

    Cono resolvemos isso? Creio que o verbo VIVER responde.

    Beijinhos já com o drink na mão (drink é bem uma expressão dos anos 70, não?)

    Cissa Andress

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    1. Cissa Andress!

      Pode sim, faz bem o meu gosto em um sábado à noite! :)

      Muito obrigado, Miss Andress! Alguma técnica existe, né? Já o domínio ainda preciso praticar mais um bocado rsrs :D

      Acompanhei a música e letra ( "eu vejo tudo enquadrado") da tua conterrânea Calcanhoto. E concordo com tua leitura - a palavra "condicionamento" aparece como um estalo na mente e de como somos até "programados" para seguir roteiros pré-determinados. Já tive alunos, por exemplo, que teriam que prestar vestibulares para cursos que eles não queriam, mas os pais obrigavam porque este era o plano traçado POR ELES, os pais. Olha que coisa terrível! Imagine a rotina de alguém que está em um lugar ou fazendo o que não gosta de verdade - seja por imposição ou seja por não ter escolha nenhuma, afinal as pessoas precisam sobreviver de algum modo.

      Mas quem ainda consegue ou tem plenas condições em romper este círculo, não pode hesitar em VIVER. :)

      Eu não sei se "drink" é bem anos 70, mas sei de lugares por aqui que ainda se utiliza este termo rs

      Beijinhos, Bonde Girl Cissa Andress!

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    2. Jaiminho, Jaime Bond!
      vim ler tua resposta aqui!
      Excelente, bem isso mesmo...

      rsrs
      O problema que tô rindo por aqui, puxa, bem no finalzinho você me chamou de "bonde" girl! Nossa! isso não é funk não! É 007! rsrs
      Putz! Agora deu acesso de riso!

      Beijinhosss! rsrs

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    3. É o "Bonde do Jaimão" kkkkk

      Tá vendo a diferença que faz uma letrinha? rsrs

      Beijinhos, Cissa Andress, Bond Girl! hahaha

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  9. Jaiminho,

    Você me acertou em cheio. Lembro de uma frase do mito que adoto quando me posiciono: "Não. Exige revolta". Todavia, somos fadados a repetir a frase:"O que conta não é a melhor vida, mas a maioria dos que a vivem".

    O que penso? O seu texto sobre o cotidiano revela bem o que é ser classe média no Brasil: ser Administrador, comprar carro financiado, comer miojo, pegar o transito, levar a roupa na lavanderia, surtar no presunto de cada dia, passar na casa da família no fim de semana e etcccccccc.

    Diria que há dias sem sentido e, talvez, a vida sem sentido. Mas, se não me engano tem um capítulo que fala de revolta, liberdade e paixão.

    Então, amigo, duas escolhas: ou ir contra a normalidade ou ser o próprio mito.

    Eu já escolhi o meu caminho, embora a pedra venha sempre na minha direção.

    Bom demais!

    Bom final de semana indo contra o absurdo.

    Beijos.

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    1. Oi, Luciana!

      Ou então me lembro de Sartre dizendo que o importante não é o que fazem do homem, e si o que ele faz do que fizeram dele - ir contra a normalidade ou ser o próprio mito.

      É mesmo um circuito fechado este que você relata de classe média - e o desespero para sair "da rotina" muitas vezes preenchendo a vida sabe-se lá com o que. Não é à toa que temos tantas "receitas de felicidade" por aí oferecidas por diversos setores de serviços.

      Quem escolhe este caminho que você escolheu sempre está sujeito a pedras... mas você sabe como desviar delas. :)

      Obrigado e bom final de semana pra você também - mesmo com o absurdo, que para Camus é a própria vida humana! :)

      Beijos!

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  10. Oi Jaiminho, essa rotina é a de muitos outros, né!? O lance é tentar minimizar a mesmice do dia a dia com outras coisas. Fiquei, de certa forma, agoniada com a descrição do cotidiano do protagonista! Ufa...

    Chaplin foi citado aí e eu lembrei da cinebiografia que eu assisti hj, o filme "Chaplin" de 1992, com excelente atuação do Robert Downey Jr. Sei que vc não curte muito cinema(adorei seu comentário lá no post do flme "riscado" e ri demais! hahahah), mas acho que desse vc irá gostar...

    bjks JoicySorciere => Blog Umas e outras...

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    1. Oi, Joicy!

      Ô, não é angustiante? Não é péssimo quando a pessoa sente que está naquela esfera da qual parece não haver saída? Em muitos momentos vivemos isso - ou SEMPRE, o que é mais comum acontecer.

      Joicy, eu só gosto de filme véio...hahaha Quer dizer, às vezes, o que já é alguma coisa. Mas este filme aí do Chaplin que você citou é uma espécie de biografia do nosso inesquecível Carlitos?

      Lembro de ter exibido uma parte de "Tempos Modernos" para os alunos de uma turma lá da escola. Eles adoraram - prova que esse negócio repleto de efeitos especiais, atores e atrizes bonitinhos e inexpressivos não tira o encanto daquelas obras feitas quando o cinema ainda dava seus primeiros passos ( falei bonito, né? hahaha)

      Bjks!

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  11. Jaime tudo bem?

    Velho esse assunto é um assunto que também sempre trago à pauta lá no meu blog. Inclusive a postagem atual tem um ouco a ver com essa idéia.

    Seu blog é bem parecido com o meu, eu tambpem desenho e escrevo e acho que isso faz o blog ser divertido e sério ao mesmo tempo.

    Parabens pelo texto e pela charge. Ficou muito bom!

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    1. Fala, André! Tudo joia.

      Sim, eu li a sua postagem. Realmente tem algo a ver - e lá é a questão do reconhecimento de uma autoridade ou do superior; cá é a ideia do circuito fechado em que nossas vidas às vezes se encerram.

      Pois é, eu faço uns rabiscos pra tentar tornar os textos daqui menos chatos hahahaha

      Obrigado! :)

      Um abraço!

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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  13. Boa Noite caro Jaime!
    É.. rotina, rotina, rotina! Que tal sair um pouco da rotina rapaz? No final de semana é diferente né? Sabe, falo isso porque acho que, cotidiano rotineiro precisa de umas 'balançadas', hora e outra (Desculpe-me invadir sua vida pessoal! Rs..)
    Eu estou só, você também, iaí? Rs.. Tô brincando, viu? Rs..
    Virei aqui outras vezes para seus textos, tanto os antigos, quanto os que estão por vir! Gostei do seu jeito de escrever.

    Grande abraço da Pérola!

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    1. Oi, Aline!

      Ah, sempre é bom sair da rotina, né? E fim de semana é propício e no carnaval, então, nem se fala! rsrs

      Obrigado! Vou lá conferir o seu trabalho. E volte sempre! :)

      Abraço!

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  14. Fessô, me atrevendo a responder à pergunta do Sísifo da charge, existe diferença. Enquanto o mito empurra a bola ladeira acima, nossos problemas (pelo menos os meus) vem descendo ladeira abaixo a toda velocidade, e vão crescendo tal qual uma bola de neve mesmo estando em clima tropical.
    Por isso ele Sísifo e eu "só sefu".

    bjohnny!

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    1. Sempre sagaz essa moça cabofriense...hahahaha!

      Bjks!

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  15. Oi Jaiminho, seu lindo! Olha eu aqui de novo... e como é angustiante!! E como!!! Posso ser um tanto radical, mas quando a pessoa chega nesse nível de não encontrar mais uma saída, aí a coisa fica realmente feia! Então, o único caminho é esperar a morte chegar, pô. Calma, deixa eu explicar. As vezes, achar pelo menos uma válvula de escape para conseguir mudar um cadim a rotina, é muito importante. Nem que seja pra sentar numa mesa de boteco, sozinho, tomando a cerveja que gosta e ouvindo a música que aprecia(esse foi só um exemplo... para quem não quer boteco, tem outras opções. É meu lado bohemio falando alto... kkkkk). Mas, talvez eu esteja mesmo sendo um pouco injusta e radical, com esse comentário aqui.rsrsrs

    Sobre o filme que citei, ele é significativamente 'antiguinho', se compararmos com os atuais(é de 1992), mas, não tão antigos, se compararmos com os classicões... rsrsrs... simmm, é uma cinebiografia do eterno Carlitos. Chama-se "Chaplin"! O cara era um verdadeiro mulherengo... encantador, visse? rsrsrs... Fica a dica. Acho que vc vai gostar. Dá uma conferida: Link do filme Chaplin

    bjinhos JoicySorciere => Blog Umas e outras...

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    1. Sem dúvida, Joicy...a pessoa precisa ter alguma motivação para a vida, mesmo que seja apenas "seguir em frente" de forma quase estoica. :)

      Obrigado pelo link, TALVEZ eu dê uma conferida hahahaha Ai, ai, essa minha cisma com cinema nem Freud entende! rsrs

      Bjnhos!

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  16. Oi Jaime!

    Excelente texto!
    Essa rotina trabalhista de assalariado é foda cara eusei bem como é. A minha rotina é semelhante á sua com a diferença que eu pego o busão, faço uma baita caminhada até o trampo tanto na ida quanto na volta.
    Pelo menos eu não tenho que cozinhar e limpar a casa.]
    O tempo é tão corrido que quando chego na net fico no pc e logo tenho de ir dormir...e isso faz com que leituras, filmes e etc se acumulem de forma assustadora. Ai penso que no fim de semana vou fazer algo mas...tem que ter vida social e no domingo to um trapo....
    O tempo passa rapido demais e perdemos ele trabalhando mas fazero que..

    Sobre o artigo do 3D..é lembro que uma vez conversamos sobre isso Então eu vou bem..naquela correria né? E vc?
    Olha tem razão..com relação ao personagem Seto Kaiba ele parece refletir a realidade de muitos jovens empresários que se dão bem na vida. Na real a história real dele ter ficado tão poderoso é meio tensa...se não me engano ele conseguiu seradotado por uma familia rica e depois herdou toda a fortuna do pai adotivo e o sobrenome, além da empresa.
    Ás vezes pesno queo Kaiba reflete a juventude bem suscedida ou algo assim. AHSAHSH né? Umafoto do Kaiba humilhando certos políticos e pessoas quese acham as últimas bolachas do pacote seria bem legal! E merecido u.u

    Eu lembro quee vc me revelou que não curte muito filmes e etc. Lembro que eu
    também fiquei surpresa com isso porque é tão raro alguém que não goste de filmes.
    Bom,o que vc falou é verdade. Tempos atrás o povo criticou os filmes de efeitos especiais ques urgiam e olhe só agora rs.
    Mas o que achei legal é que nesse ano quem está para ganhar o Oscardemelhor filme empleno Séc XXI e 2012, é um filme mudo em P/B!!! Chama O Artista e quero muito ver!
    bjs

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    1. Obrigado, Tsu!

      Bom, esta não é de fato minha rotina, mas poderia ser...rsrs E já foi pior, afinal já trabalhei os três turnos e era realmente uma loucura pular de escola em escola e mais os planos e provas e lidar com alunos...ufa! Não é fácil!

      Opa, se um filme mudo em P&B ganhar o Oscar vai ser muito bom. Esse aí até EU vou querer assistir rsrs

      Bjs!

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  17. Fala meu amigo Jaime,

    Essa crônica de um cotidiano - fiquei na dúvida se era do seu - se parece bastante com o meu próprio dia a dia, com algumas exceções - no lugar do carro, uma bicicleta; no lugar do escritório, uma escola; na faxina, nenhuma diarista e na hora do almoço, bastantes discussões de política e futebol. O resto é bastante parecido, incluindo a série (que muito provavelmente é Two and a Half Men) (rs).

    É a vida que temos que viver, até o dia que houver um surto e tudo seja jogado pro alto (ainda não cheguei lá, mas estou chegando...)

    Um grande abraço e obrigado pelos comentários sempre enriquecedores lá no blog.

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    1. Grande Almir!

      Não é minha rotina, afinal também tenho, no lugar do escritório, uma escola...digo, duas escolas! rsrs Mas a série é exatamente a de nosso adorável Charlie Harper hehehe

      Já surtei por excesso de trabalho e posso te dizer que não é nada agradável...mas foi necessário.

      Um abraço e é um prazer!

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  18. Respostas
    1. Camus também, mas ele chamou a tudo isso de "absurdo". E eu concordo. rs

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