quarta-feira, novembro 09, 2011

Talento e humildade (notas da Bienal do Livro da Bahia)

A 10ª Bienal do Livro da Bahia encerrou no último domingo ( 06/11) registrando público de 270 mil pessoas nos 10 dias de programação, considerado por muitos como o “maior evento literário do estado”, ao menos em tamanho e público.

Apesar de ser um evento “estritamente e puramente comercial”, nas palavras de um escritor que participava da Bienal - e é preciso renovar e repensar este modelo já repetitivo dos anos anteriores, abrindo espaço para novos autores e descartando estandes absolutamente desnecessários - considero que eventos literários sempre são muito bem-vindos em um país que não possui tradição em formar leitores, apesar de grandes autores que tivemos e temos ao longo de nossa história. E toda a forma de incentivo é válida: o programa de visitação escolar levou à Bienal 56 mil alunos de escolas públicas da rede estadual e estes receberam “vales-livros” no valor de R$ 30 – para os professores o vale-livro foi de R$ 100. (e encontrei verdadeiras pérolas: Campos de Carvalho a R$ 5,00 e Kurt Vonnegut a R$ 9,90. Nada como "fuçar" pelas prateleiras mais baixas nos estandes!)

O mais interessante em uma bienal ou feira literária é aproximar leitores e escritores, sejam estes renomados ou não. Em um bate-papo informal é bacana conhecer o método de trabalho, o material utilizado, os desafios e dificuldades para publicar um livro – isso se o autor não é “celebridade”, digamos. Aliás, dos chamados “escritores-celebridades” é difícil até chegar perto, tamanho o assédio. Mesmo assim acredito que vários escritores gostam de conhecer e conversar pessoalmente com alguns de seus leitores.

Se por um lado encontrei escritores simpáticos e receptivos, como os cordelistas – e aqui vai uma longa digressão, perdoem: a Bienal está de parabéns por abrir espaço para a Literatura de Cordel, tradicionalíssima aqui no Nordeste e não raramente considerada “literatura de baixa qualidade e simplista”, o que é uma tremenda injustiça e falta de (re)conhecimento. “Faroeste Caboclo”, da banda Legião Urbana, bebeu na fonte da Literatura de Cordel. Lembro-me das palavras provocativas de um professor de literatura nos tempos da faculdade: “Faroeste Caboclo? Tem cordel muito melhor por aí! Procurem!”. Ok, fim, voltemos à ideia central do texto. – encontrei também muita gente pretensiosa, como sempre acontece em qualquer setor ligado às artes. Aqui concordo plenamente com o velho safado, Charles Bukowski, que disse: “me canso fácil dos preciosos intelectuais que precisam cuspir diamantes toda vez que abrem as suas bocas”.

E ainda mais nestes tempos em que informação é compartilhada. Lembro, certa vez, de ter perguntado a um cartunista como ele fez um determinado traço em seu desenho. A resposta foi um seco “procura tutorial na internet”. Bem, não deixa de ser um conceito de rede. Para outro perguntei que tipo de material era utilizado para suas charges. Tive como resposta um irônico “material para desenho”. Não cabe dizer aqui o nome destas pessoas que tomarão em breve o lugar de Robert Crumb e Sérgio Aragonès, mas dá vontade de falar “calma, Will Weisner, não vou roubar suas ideias, quero apenas saber qual caneta você usa”.

E é justamente por coisas assim que é um prazer encontrar um talentoso desenhista e com um excelente trabalho estabelecido como o Antonio Cedraz, criador da “Turma do Xaxado”. Muito simpático, receptivo,conversa com os seus leitores e fãs naturalmente, não tem ataques de estrelismo ou frescurites. Antes de autografar o livro “Tiras do Xaxado volume 4” que adquiri, peguei emprestada a caneta – um marcador de CD – e fiz um pequeno rabisco na contra-capa: era eu pedindo um autógrafo para a personagem João Pequeno.Ele perguntou se eu desenhava e assim conversamos um pouco. As palavras dele: “Sonho não é pra ficar guardado não, rapaz...vai desenhando, escrevendo, divulgando por aí. O caminho é esse”. É um grande artista e sobretudo uma grande pessoa!

Acredito que o talento caminha muito próxima à humildade. Não a humildade “coitadinha”, como muitos relacionam, mas a humildade de quem procura sempre melhorar, saber ouvir críticas e elogios, trocar informações e na busca pela simplicidade que pode, claro, tornar-se algo grandioso. “Ah, fulano de tal é pra lá de arrogante, mas é um gênio!”. Que seja, mas ele também começou de algum lugar – e é sempre bom lembrarmos de onde começamos para não corrermos o risco de afogar nas profundezas do ego.

19 comentários:

  1. Jaime,

    Eu quero passar bem longe das profundezas do ego... e dos fundilhos do âmago...

    Pô, meu, tu tinha de ser paulistano mesmo! Eu sabia que algo de estranho havia em tu ser baiano para eu me identificar tanto com o que tu escreve, ó meu patrício.

    =D
    Satoru

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  2. Jaiminho!
    Interessante que tu trouxeste para gente um pouco desta feira, uma maneira de sabermos sem estar aí.
    Mas como toda Feira de Livro que se preze é fato, tem que fuçar nas prateleiras mais em baixo. Aqui em Porto Alegre, a Feira (agora é a 57), tem balaios onde diz o preço: R$ 10,00... etc... então dá para dar uma boa olhada já sabendo o preço, o que é muito bom e atrativo.

    Tenho postado lá no blog sobre a Feira do Livro de Buenos Aires, que fui em abril, lá sim, meu bichinho! rsrs Esta neste link aqui:
    http://anaceciliaromeu.blogspot.com/2011/06/o-peso-das-coisas-37-feira-do-livro-de.html

    Mas, Jaime, essa história de arrogância intelectual, a tal vaidade intelectual é ... (isso mesmo que tu pensaste), porque a vaidade física o carinha, vai chegar uma hora que a Lei da Gravidade vai cobrar as contas; mas o vaidoso intelectual cresce com os anos, um carinha com 100 anos de idade, vai se vangloriar mais ainda dos 20000 livros que leu, mais uns 80 que escreveu, é difícil isso.

    Interessante, apresentaste alguns autores que eu não conhecia.
    Quanto ao Cordel, desculpe fazer propaganda, mas tenho um amigo aqui da blogosfera, o Bento Sales, que o apelidei de Rei do Cordel, ele é lá do Amazonas, se quiser dar uma olhada no trabalho dele, é neste link:
    http://bentovsales.blogspot.com/2011/11/cordel-da-universidade.html

    Este é o último post dele, um cordel, evidente.

    Jaiminho, te cuida, descansa menino!
    Beijinhos e inté tchê! Xeruuu!

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  3. Jaime, concordo plenamente com Antônio Cedraz... Você é muito talentoso! Suas charges são de bom gosto, engraçadas e realistas. Na próxima Bienal tenho certeza que você estará! Rs...

    Mas é isso ai, esse orgulho intelectual irritante, não só presente na Bienal da Bahia, como em vários outros meios, até mesmo no academico tenho presenciado situações que se contar ninguém acredita...

    Beijinhos!!!

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  4. Olá, Jaime.

    Estou exultante com sua descrição e narrativa sobre a Bienal do Livro da Bahia, principalmente pela interatividade que extrapola as faces do mero comércio do livro.
    Isso me faz pensar que a expressão da arte, em todas as áreas do conhecimento humano, manifesta o mundo das pessoas e a tônica que nos enriquece é a convivência, pois todos nós somos artistas em algo.
    O enfoque que você nos passa, nos dá esse prazer de sentir a interatividade, aí, com algumas exceções, mostrando-nos que o coração deve nortear a convivência. A arte, na sua diversidade, não deve viver em arcabouço, denotando algo sagrado, mas que, na maioria das vezes, fica à parte da solidariedade humana.
    É uma das facetas que pude absorver da sua bela postagem, que engrandece o povo baiano que já tem como tradição a produção das diversas artes.
    A Bahia “é muito louca”, disse-me o meu filho mais velho, quando esteve por aí, numa temporada de trabalho, referindo-se ao alto grau de desprendimento e consciência do baiano. Simplesmente amou a Bahia.

    Um abraço.

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  5. Gostei do texto Jaime, não pude ir a Bienal, mas o que vc falou é muito importante, a humildade é tudo! Não adianta ser o ou a cara no pensamento e não saber compartilhar as experiências, isso só desencanta o leitor quando enxerga de perto que a pessoa que admirava é super bossal, às vezes o melhor era nem ter conhecido.

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  6. E aí, Jaime, como vai?
    Estas bienais e mostras de trabalhos de artistas (ainda) desconhecidos só ajudam a leva cultura a um povo tão desacostumado a ela que é o nosso.
    E a multiplicidade cultural da Bahia é invejável e inimitável.
    Pena que sempre existirá o Zé Mané projeto de pseudo-intelectual que se achará o máximo.
    Se a lógica (de que todo mundo quer roubar o trabalho de todo mundo) desses caras fizesse sentido, os blogs simplesmente não existiriam.
    Acho que o que falta para eles é humildade e sabedoria, mesmo.
    Li teu comentário no 4x4 e concordo contigo, que muita gente não aceita o fato da lei ser para todos.
    Um livro genial que te indico é O Homem e o Mundo Natural, da Companhia das Letras, de Keith Thomas, que resenhei lá no FC.
    Abraço, Jaime.

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  7. Ola´, obrigada por partilhar conosco, eu também me identifico* com você, és um sábio e sabes como relatar um evento tão importante, gostei de tudo que li, aprendi* mais...a maneira de sabermos sem estar,..."alguém disse e é verdade.
    Muitos beijos, amável amigo .
    Mery*

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  8. Na terra de jorge Amado imaginei que não teria tanto estrelismo, mas fico contente com os dados do evento. Ler e interagir são o fundamental da concepção das ideias.

    Parabens pelas charges muito bem feitas !

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  9. Oi, Jaime,

    Meu sonho é percorrer bienais por esse Brasil afora para conhecer muita e muita gente do meio literário (muito mais do que vender ivros).

    Estive ano passado aqui na de BH , na de SP e neste ano, na do RJ. Programei para ir a esta da BA (inclusive já havia combinado com uma meia dúzia de colegas escritores daí que já conheci pessoalmente, para a gente se encontrar mas teve essa pancada no meio do caminho do meu pai). Posso lhe dizer de cadeira que para vender livros é pessimo, especialmente aos novos autores, mas o restante (tudo o mais que você citou), vale a pena. Inclusive conhecer os "intocáveis" e arrogantes. Aí aprendemos a separar o joio do trigo mais um pouquinho.

    O que mais me encanta, no entanto é a presença maciça de escolas do básico e fundamental. Em todas as bienais que fui, pude ver que as escolas investem muito tempo com as crianças nos passeios pelos livros. Isso é um alento e tanto diante da nossa combalida e desprezada escola pública.

    Na proxima, com ares mais brandos - eu espero - estarei presente.

    Um grande abraço e OBRIGADO pelas manifestações de apoio e carinho nesta minha segunda perda do ano. Meu irmão e meu pai eram sobretudo grandes amigos.
    Paz e bem.

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  10. Gostei muito mesmo da sua crítica Jaime! Não existe nada melhor do que a humildade,essas pessoas deveriam se sentirem satisfeitas por haver quem aprecie e queira trilhar o seus passos! É por isso que eu aprecio o Akira Toriyama,autor de Dragon Ball e Dr Slump: O próprio já ensina a desenhar e indica os materiais em seus próprios mangás! Quanto à iniciativa do vale-livro,ela é muito bem vinda, só acho que para professores, cem reais é pouco,deveria ser no mínimo uns trezentos para fazer alguma diferença,mas como se diz no velho ditado " Cavalo dado não se olha os dentes". Eu adoro cordel também,ultimamente eu tenho lido o cordel de um senhorzinho,o pioneiro desse bairro onde eu atualmente vivo, o Genibaú em Fortaleza,CE.Apesar de ser carioca eu sempre tive a minha mente bem fincada aqui no Nordeste! Beijocas,te adicionei!!!

    Ana Carolina

    http://ishitaraenluarada.blogspot.com/

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  11. Olá, Jaime

    Enquanto lia a parte de seu texto falando que nosso país não é conhecido por formar leitores, lembrei de um estágio que acabei há alguns dias atrás e que pode, em parte, explicar o por que desta sina não literária em nosso país. Sempre vejo os professores tentando manter as mãos dos alunos longe dos livros literários,então ao entrar em sala, em uma turma de crianças de 3 a 4 anos, resolvi perguntar a professora pq os livros não ficavam ao alcance das crianças; ela foi enfática ao dizer que, de forma alguma, entrega os livros as crianças pq tudo que elas fazem é destruir tudo o que vem pela frente - creio que para ela, assim como para milhares de outros, é mais fácil agir assim do que ensinar como devemos tratar um livro, não acha?

    Em tempo: amo ler! E agradeço a minha mãe que sempre lia para mim e a todas as minhas professoras, que nunca tiveram receio de que eu destruísse as páginas que entregavam em minhas mãos...

    Abraços!

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  12. Bienal,feiras de livros,esse contato com as palavras é um mundo infinito e maravilhoso.
    Sou meio estranha pra livros,gosto de historias com acesso fáceis na leitura.
    E humildade e gratidão,pra mim,é tudo.
    Adorei tua maneira de ver e se expressar Jaime.
    Bom fds,bjka

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  13. Prezado poeta Satoru , nem queria passar por estes caminhos! Pois é, mano, paulistano da Zona Norte, tá ligado? E dá-lhe Guapira, o Leão da Zona Norte, Jaçanã rules! =D

    ***

    Cissa, Cissinha, pois é, tem que fuçar mesmo pelas prateleiras, caçar nas baciadas e assim encontrar bons títulos. Eu vou dar uma passadinha em sua postagem da feira de Buenos Aires sim, neguinha! Rsrs E obrigado pela sugestão, vou dar uma olhada também na postagem do Rei do Cordel! =)

    Eu recomendo pra você a leitura de Campos de Carvalho, principalmente “O Púcaro Búlgaro”. É estranho e ao mesmo tempo muuuuito bem humorado – a Bulgária não existe, sustenta o autor! rsrs Kurt Vonnegut é mais ácido.

    Cissa, as pessoas me dizem que eu deveria estar na universidade, fazendo algum trabalho ou pesquisa por lá. Não que eu não goste disso, mas essa “vaidade acadêmica”, com suas panelas e títulos arrotados não é coisa que faça minha cabeça – felizmente, não é possível generalizar. Na verdade creio que não sei lidar com isso, enfim... talvez eu trabalhe algum dia neste setor (acadêmico), mas no momento isso não é motivador pra mim.

    Cissinha, obrigado! Te cuida, aproveite bem a tua estadia por aí!
    Beijinhos, minha nêga! Xêro!


    ***

    Fabi , muito obrigado, fico até sem jeito...hihihi Próxima Bienal estarei lá, sim...caçando nas baciadas mais títulos interessantes e baratim, baratim rsrs

    Acho que já comentei isso contigo, não? Da vaidade acadêmica de certos mestres e doutores. E no departamento de Educação tá cheioooo. E tão distantes da realidade das escolas e dos professores, minha nossa...

    Beijinho!


    ***

    Oi, Evaldo! hahaha! Seu filho tá certinho: “ A Bahia é muito louca” – em vários aspectos rsrs. Mas a diversidade cultural por aqui é muito grande e não deve ficar escondida ou sufocada por vaidades. E infelizmente por aqui rola a panelinha cultural, sempre rola como em todos os outros lugares... mas aqui temos sempre os mesmos cantores, escritores, artistas. E tanta gente talentosa renegada e sem oportunidade. Bem, sempre há como divulgar, ainda mais com a internet. Se forem espertos e souberem aproveitar estas ferramentas, vai ser muito bom! Um abraço e obrigado! 


    ***

    Ilani, que bom ter gostado do texto. É, eu já passei por algumas “decepções” assim, mas não deixei de acompanhar o trabalho do artista. Acontece. Mas que é chato, é.

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  14. Salve, Jacques! Que bom você ter citado os pseudo-intelectuais, ô raça! É como se diz, deixa pra lá! A gente olha para esses tipos e dá até risada, né? A Bahia é incrível no que diz respeito a essa diversidade cultural – deveria ter eventos literários de grande porte pelo estado todos os anos. Mas sempre acontecem coisas por aqui, pena que pouco divulgadas.

    Jacques, você está concordando com o professor Roberto DaMatta rsrs Mas é verdade: outro dia aqui na capital baiana um juiz entrou pela contramão com seu carro – dessas pick ups caríssimas e enormes – e matou um motoqueiro que trafegava em seu sentido normalmente. Quando foram verificar a documentação do carro do juiz estava tudo atrasado: IPVA, licenciamento... o que aconteceu com este nobre magistrado? Nada. Foi para a delegacia, prestou depoimento, pagou fiança e pronto. Acima da lei e impunidade. Misturas que levam o país àqueles números terríveis que citei no 4 x 4.

    Obrigado pela indicação. Vou procurar por este livro! Um abraço, tchê!


    ***

    Oi, Mery! Ah, deixa disso de “sábio”, que é isso. Eu apenas relato essas coisas e você vem aqui e me faz um elogio desses! Você é adorável! Um beijão, querida!


    ***

    Oi, Victor . Ah, mas tem estrelismo, sim... você nem imagina o quanto! Basta lembrar da turminha do Axé, estrelismo tá ali! rs E eventos como este são ótimos para interagir, não? Obrigado, bom que tenha gostado dos rabiscos que eu chamo de charges! rs Abrs!


    ***

    Salve, Cacá!

    Poxa, seria ótimo te ver por aqui, mestre! Mas que pena estes acontecimentos, Cacá. O ano de 2011 não está sendo fácil para você, meu amigo, mas tenho certeza de que as coisas poderão melhorar daqui pra frente, apesar de ausências que jamais serão cobertas...mas a saudade dos bons momentos, estes você guardará para sempre e eternizará em letras!

    Em 2013 espero você por aqui, mestre! 

    Grande abraço e fique bem!

    ***

    Olá, Ana Carolina! Muito obrigado por sua visita e comentário! Não conhecia este autor que você citou – apesar de já ter ouvido falar no Dragon Ball rs. Mas bacana que ele tem essa iniciativa! Isso é louvável! Olha, R$ 100 pode ser uma merrequinha, mas aproveitei muito bem esses vales...rsrs Fuçando aqui e ali trouxe uma pilha de livros para casa e tenho coisa pra ler até mês que vem e se eu der conta de tudo! rs Ah, cordel é muito bom! Meus avós chamam de “ABC” também porque muita gente aprende a ler graças aos livrinhos de cordel, sabia? Isso ótimo! Beijoca! E obrigado!


    ***

    Oi, Luciana!

    Importante o seu depoimento. Infelizmente há colegas professores que pensam assim. É a mesma coisa com a chamada “sala de informática” das escolas, das quais muitos diretores escondem a chave e não permitem o uso das máquinas porque “os alunos podem danificá-las”. Veja que lógica estranha. Perdem-se, assim, grandes oportunidades para não apenas despertar o gosto pela leitura, pelo livro, mas também a preservar material da escola – e consequentemente público, se falamos da rede pública de ensino.

    Também agradeço muito a minha mãe que sempre me deu páginas e páginas: para ler e outras para rabiscar. Aí soube diferenciar, apesar de cair na tentação de vez em quando desenhar na parede – nada que uns puxões de orelha não resolvessem rsrs

    Abraço!


    ***

    Oi, Emiliana! Obrigado por sua visita e comentário por aqui! E pelas palavras também!

    Acho que não há gosto estranho para livros, há apenas preferências literárias. E não rotular é importante! “Goste do que você gosta” mesmo e é isso aí! : ) Bjks e bom final de semana!

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  15. Jaime, Jaiminho!
    Pois é, meu amigo! Muito obrigada pelo comentário, adoooorei!
    Aquele time que você citou, tenho um amigo que pegou bem pesado, disse que não apareceu nenhum deles, pois eles não sabem ler rsrs
    Que horror!

    Estou aqui no Uruguay, passei um dia sem consegui um wi-fi decente, e agora, madrugadão, estou num salão de festas de um hotel da praia de Atlántida, que dista uns 40km de Montevideo. Consegui wi-fi, num salão sinistro, é eu e Deus, e umas colunas dóricas e candelabros de cristal! Tô com meda! rsrs

    Besitos e te cuida, tá bom? Descansa e te diverte, nos vemos tchê!

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  16. Diante de tantos pontos que vc aborda, eu desisti e elogiar o "inteiro" de suas crônicas, para fazer algo melhor, ou o que eu acho que seja melhor: pegar um dos temas que acho mais destacável que os outros e comentar. Aí a coisa fica bem fácil. o tema é o autoritarismo afetivo diante das ideias. Uma fase anal muito mal resolvida de tais cartunistas, chamemo-nos assim, que retém toda aquela coisa que, seguramente, tornar-se-á merda. Daí, vem nossa pena para os dólares e reais desses.

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  17. Sou louca para ir a uma bienal, quem sabe um dia, adoro estar nos meios do livros, quando estudava vivia na biblioteca onde tinha otimos livros e sempre levava um pra casa na sexta feira!! Bons tempos. Gostei do texto, vc tbm desenha é!? Esses aí o Blog são seus? Eu sempre tive curiosidade de saber da onde a pessoa tira boa ideia pra fazer garça em um tira!? Eu sou engraçada sozinha, mais quando tento colocar isso em um papel é nota zero... ashuashuashua... bem!! Obrigada pela visita viu!! Bjs

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  18. Cissa, Cissinha, provavelmente eu faria a mesma piada com aquele time! rsrs Por isso eu tenho que controlar para não ser acusado de bullying hahahaha

    E te cuida por aí, viu? Sinistro este salão aí, hein? Brrrrr! MEDO! rsrs

    Beijinho e cuida, Cissa! Aproveite a viagem! =*


    ***

    Nobre Quintella ,

    você sempre perspicaz e encontrando as palavras e expressões que EU gostaria de ter utilizado rsrs "Fase anal mal resolvida", exatamente isso! Perfeito! É por isso que eu gostava da (velha) MAD zoando alguns cartunistas às vezes rsrs Hoje é um tal de "quadrinho autoral" com uma panelinha lambendo o...prato dos amiguinhos! rs

    Valeu, abraço!


    ***

    Oi, Jane! Tudo bem? Obrigado pela visita e comentário! :)

    Pois é, uma Bienal é muito bom para "garimpar" essas obras escondidas...e conhecer um e outro autor. Tem também as chamadas feiras literárias em várias cidades do Brasil que eu acho serem mais interessantes ainda.

    É, esses rabiscos aqui do blog são meus rsrs Não é preciso muita inspiração pra fazer graça das coisas, não: é só observar direitinho o que acontece por aí e saber rir destes fatos, mesmo que sejam tristes ou apenas pegar "um recorte" e mandar pro papel. Aí fica mais fácil rs Bjs!

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  19. Querido,estive lá,também dei meus pitacos e concordo com vc;embora,para mim,as bienais seriam muito bem substituídas pelas festas literárias,mais bem produtivas e mais baratas.
    Lamentei não nos encontrarmos.
    Um forte abraço

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